Frequência Alfa na meditação Gurdjieff
Author(s) -
Naíma Loureiro de S. Costa,
Thaise G. L. de O. Toutain,
José García Vivas Miranda,
Abrahão Fontes Baptista,
Eduardo Pondé de Sena
Publication year - 2020
Publication title -
revista de ciências médicas e biológicas
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2236-5222
pISSN - 1677-5090
DOI - 10.9771/cmbio.v19i4.42666
Subject(s) - humanities , psychology , gerontology , philosophy , medicine
Introdução : A meditação é uma prática que visa regular o estado mental e as emoções, podendo induzir a estados alterados de consciência. Dentre inúmeras técnicas de meditação, o trabalho proposto por George I. Gurdjieff, inclui práticas voltadas para o recolhimento da atenção e o equilíbrio entre a atividade do corpo, da mente e do sentimento. Estudos realizados com eletroencefalografia (EEG), avaliando o estado meditativo em geral, demonstraram um padrão cerebral caracterizado pelo aumento da amplitude dos ritmos eletroencefalográficos alfa e teta, bem como diferenças na atividade alfa entre a meditação e o relaxamento. Entretanto, isto não está caracterizado em meditadores da linha de G.I. Gurdjieff, que praticam, além de meditações sentadas, exercícios corporais acompanhados de uma música própria e exercícios de atenção durante a vida diária. Objetivo : Comparar a atividade cerebral da frequência alfa durante os estágios de meditação e relaxamento e avaliar as diferenças entre as regiões frontal, central e occipital nesses dois estados, em meditadores experientes do grupo Gurdjieff, de Salvador-Bahia-Brasil. Metodologia : A coleta da atividade cerebral dos 8 voluntários foi realizada através do EEG. O protocolo de coleta adotado foi de 6 minutos de relaxamento e 12 minutos de meditação. Resultados : Foi encontrado aumento significativo da potência alfa durante a meditação, quando comparada ao relaxamento. As regiões frontal e central não apresentaram diferenças entre si para a potência alfa, enquanto a região occipital apresentou aumento da potência alfa em comparação com as regiões frontal e central. Existe um aumento da densidade de alfa durante a meditação em todas as regiões cerebrais testadas, com maior densidade na região occipital. Conclusão : A frequência alfa comporta-se de forma diferente durante a meditação, comparada ao relaxamento, com um aumento da densidade de potência durante o estado meditativo em todas as regiões avaliadas, sendo a região occipital a que apresentou maior potência.
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