
Seroepidemiology of hepatitis B in individuals born between1945-1985 on a brazilian regional metropolis
Author(s) -
Juçara Magalhães Simões,
Robert Schaer,
Fernanda Anjos Bastos,
Juvenal da Encarnação Silva,
Soraya Castro Trindade,
Roberto Meyer,
Raymundo Paraná,
María Isabel Schii,
Songelí Menezes Freire
Publication year - 2019
Publication title -
revista de ciências médicas e biológicas
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2236-5222
pISSN - 1677-5090
DOI - 10.9771/cmbio.v18i1.27642
Subject(s) - medicine , hbsag , humanities , gynecology , virology , hepatitis b virus , art , virus
Introdução: A prevalência de hepatite B pode ser influenciada pelo comportamento sócio-cultural e a geração Baby Boomer (BB) (1945-1964) pode ter sido mais suscetível a esta infecção. Objetivos: Investigar a soroprevalência de marcadores para a infecção pelo VHB e resposta vacinal e associação com fatores de risco. Metodologia: Soro de indivíduos de 30 a 70 anos randomicamente selecionados em um laboratório publico de análises clínicas na área metropolitana do Brasil foram testados para AgHBs/ Anti-HBc Total /Anti-HBs/Anti-HBc-IgM. Todos responderam questionário sociodemografico contendo perguntas sobre fatores de risco para hepatite B. Resultados: Dos 650 participantes, 349 eram BB (51-70 anos) e 301 eram não-BB (30-50 anos). As prevalências estimadas foram: HBsAg (2,3%), Anti-HBs (27,4%). Entre os Anti-HBc Total (17,1%) apenas 2,7% foram Anti-HBc IgM. Os perfis laboratoriais foram caracterizados como suscetibilidade (68%), resposta vacinal (14,8%) e contato com VHB (17,2%). Na distribuição por idade, os BB foram mais susceptíveis, menos vacinados e apresentaram maior frequência de contato/infecção que os não-BB. Diferenças estatisticamente significantes foram encontradas no status contato/infecção e as seguintes variáveis: sexo masculino, uso de drogas ilícitas, compartilhamento de seringas de vidro/agulhas e transfusão de sangue. Não-BB com status contato/infecção relataram ter mais tatuagem/piercing e BB relataram maior uso de seringas de vidro. Conclusão: A maioria da população estudada era suscetível ao VHB, mas os participantes com mais de 50 anos apresentaram tanto uma maior frequência desse status quanto do status contato/infecção, sugerindo a necessidade de maior atenção à saúde para indivíduos desta faixa etária.