
Atividade antimicrobiana in vitro dos extratos aquosos, hidroalcoólicos e alcoólicos de espécies da família Anacardiaceae
Author(s) -
Paulo Francisco de Sá,
Evanildes Barros Muniz,
Nathalia Araújo Pereira,
Maria Auxiliadora Oliveira
Publication year - 2016
Publication title -
revista de ciências médicas e biológicas
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2236-5222
pISSN - 1677-5090
DOI - 10.9771/cmbio.v15i1.14098
Subject(s) - traditional medicine , anacardiaceae , anacardium , biology , chemistry , horticulture , medicine
Introdução : As plantas representam uma fonte importante de produtos naturais biologicamente ativos, onde muitos constituem modelos para a síntese de um grande número de fármacos. A importância clínica crescente dada às infecções bacterianas comunitárias e hospitalares por cepas multirresistentes é preocupante, como também pelo surgimento da inefetividade dos antibióticos mais utilizados, incentivando a realização de estudos relacionados à bioatividade dos produtos naturais . O estudo de plantas com potencial medicinal é uma alternativa na busca de novos agentes terapêuticos. Objetivos: verificar o efeito antimicrobiano dos extratos aquosos, hidroalcoólicos e alcoólicos de folhas de plantas da família Anacardiaceae. Metodologia : foi utilizado o método de difusão em ágar com extratos nas concentrações de 200, 100 e 50 mg/mL. Resultados : os extratos alcoólicos de todas as plantas apresentaram melhor atividade antimicrobiana quando comparado ao extrato aquoso e hidroalcoólico. Os maiores halos de inibição ocorreram com os extratos alcoólicos de Anacardium occidentale e Schinus terebinthifolius frente à espécie de Staphylococcus aureus . A maior zona de inibição para os ensaios do extrato hidroalcoólico foi de 10 mm para Anacardium occidentale na concentração de 200 mg/ml e de 12 mm para Schinus terebinthifolius na concentração de 200 mg/ml, porém não desconsiderando que Mangifera indica e Spondias purpurea também apresentaram atividade antimicrobiana com os extratos alcoólicos porém com menor intensidade. Conclusão : os produtos vegetais analisados representam um potencial para síntese de moléculas com atividade antibacteriana em processos infecciosos causados por Staphylococcus aureus e Pseudomoas aeruginosa , porém carece de estudos mais aprofundados que confirmem a hipótese.