Introdução: A infecção do trato urinário (ITU) é a infecção hospitalar mais frequente. Objetivo: Este estudo tem como objetivo categorizar e identificar aspectos relacionados à infecção nosocomial do trato urinário (ITUN) no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande (PB), traçando um perfil dos pacientes com este diagnóstico durante internação de janeiro a julho de 2012 em enfermarias clínicas do hospital (clínica geral, cardiologia, endocrinologia, infectologia e pneumologia). Métodos: Foram analisados prontuários referentes a 436 internamentos. A pesquisa de base quantitativa e qualitativa se caracterizou por um estudo descritivo. As variáveis examinadas incluíram idade, sexo, enfermaria, tempo de internação, sondagem vesical de demora (SVD) e sua duração, exames diagnósticos, evolução para ITUN, drogas utilizadas como terapia empírica inicial, agentes isolados em uroculturas e susceptibilidade antimicrobiana dos patógenos isolados. Resultados: Foi identificada a evolução para ITUN em 12,61% das internações, predominando entre pacientes idosos e naqueles com SVD, além da supremacia da Escherichia coli entre os patógenos isolados e sua taxa de resistência às fluoroquinolonas de 50%. Conclusão: As cepas de E. coli isoladas mostraram sensibilidade às cefalosporinas de 2ª e 3ª gerações, amicacina e meropenem. As cepas isoladas de Klebsiella pneumoniae, segundo patógeno mais frequente, foram sensíveis apenas à cefoxitina e ao meropenem. As fluoroquinolonas foram, em nossa pesquisa, as mais prescritas como terapia empírica, o que pode justificar as elevadas taxas de resistência encontradas, tornando, então, seu uso impróprio para tratamento empírico de novos casos.
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