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Para desarticular os estratos dominantes do organismo, da significância e da subjetivação
Author(s) -
Juliana Martins Rodrigues,
Carlos Augusto Peixoto Júnior
Publication year - 2017
Publication title -
psicologia argumento/psicologia argumento
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1980-5942
pISSN - 0103-7013
DOI - 10.7213/rpa.v29i66.20251
Subject(s) - philosophy , humanities , subjectivity , epistemology
O presente artigo tem como objetivo abordar os três principais estratos a que estamos mais diretamente submetidos em nossa cultura, a saber: o organismo, a significância e a subjetivação, tais como definidos por Deleuze e Guattari em Mil Platôs. Os autores indicam que é preciso deslocar a ênfase desse conjunto de estratos molares para um novo foco: ao invés do sujeito fixado a representações transcendentes, que deve ser intérprete e é interpretado com seus “significados secretos”, e que vê seu corpo submetido a se apresentar como um organismo organizado de acordo com modelos normatizados, devemos nos voltar para a vida e seu processo de atualização, que não pode ficar restrito a limites tão estreitos e estanques. Pretende-se apontar a forma como a psicanálise mais tradicional participa mais de uma política de limitação do que de libertação de tais estratos, ao vincular o inconsciente à necessidade da interpretação e ao acorrentar a tradução do desejo às estruturas do Édipo e da castração, desconsiderando, assim, a singularidade das experiências existenciais e a multiplicidade de sentidos que elas podem ter. Por meio da análise da desarticulação dos estratos proposta pelos autores, poderão ser percebidas novas possibilidades, mapas e percursos desidentificados, encontrados, por exemplo, no discurso das crianças, em que se pode notar que o transcendente é substituído pelo transcendental.

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