
GODENTE MA NON TROPPO: O mínimo de gozo do outro necessário para a constituição do sujeito
Author(s) -
Marie-Christine Laznik
Publication year - 2017
Publication title -
psicologia argumento/psicologia argumento
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1980-5942
pISSN - 0103-7013
DOI - 10.7213/rpa.v28i61.19799
Subject(s) - humanities , philosophy , physics
A autora propõe utilizar o conceito lacaniano de gozo como operador central na clínica do autismo, partindo da constatação de que nos bebês cujo encaminhamento se dá rumo a esse quadro clínico pode haver presença de uma relação narcísica com os pais, mas não uma relação pulsional, que desemboque na constituição de um sujeito desejante. Essa constatação, feita a partir da análise de filmes familiares, permite conceber um importante lugar para o tratamento psicanalítico e uma direção de tratamento para bebês com sinais de risco do tipo autístico, em que a questão pulsional entre a criança e seus pais vai ser colocada em evidência.