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AGONÍSTICA E PALAVRA
Author(s) -
Guilherme Castelo Branco
Publication year - 2011
Publication title -
revista de filosofia aurora
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.1
H-Index - 2
eISSN - 1980-5934
pISSN - 0104-4443
DOI - 10.7213/rfa.v23i32.1765
Subject(s) - philosophy , humanities , doxa , epistemology
Partiremos da hipótese de que a filosofia não nasceu sob o signo da pacificação nem se desenvolveu em um mundo social regido pelo consenso. Oriunda de uma precária e frágil experiência democrática na Grécia Antiga, a tarefa maior da filosofia, desde sua origem, foi a de buscar constituir argumentos consistentes do ponto de vista da lógica do discurso e que fossem socialmente aceitos. Como pensamento e luta estão juntos, decorre disso que inexiste filosofia sem beligerância, sem rivalidade, sem disputa. O inimigo maior da filosofia, assim, não é a luta argumentativa, nem o combate teórico, tampouco o adversário da filosofia é a doxa. Nosso maior adversário não é da ordem do pensamento, em que existe e deve existir certo grau de tolerância e rivalidade entre distintos modos de perceber as coisas. A agonística entre ideias diferentes não é a verdadeira inimiga da filosofia, mas o lugar natural de seu exercício.

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