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A crítica de Mcdowell à concepção dennettiana da percepção: será que ver é julgar?
Author(s) -
Sofia Miguéns
Publication year - 2010
Publication title -
revista de filosofia aurora
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.1
H-Index - 2
eISSN - 1980-5934
pISSN - 0104-4443
DOI - 10.7213/rfa.v22i30.2245
Subject(s) - philosophy , epistemology
No coração da filosofia de Dennett ergue-se um caso contra o Teatro Cartesiano como concepção da natureza do mental. No entanto, Dennett não segue até as últimas consequências as suas próprias intuições anticartesianas. Isto é particularmente claro na forma como ele vê a percepção. Neste artigo vou procurar compreender as razões para tal, baseando-me na crítica de McDowell à concepção dennettiana dos juízos de percepção como pressentimentos (presentiments) (McDOWELL, 1998). Aquilo que McDowell considera problemático em Dennett não é a proximidade com a ciência cognitiva, mas uma particular ideia de percepção. Para compreender o contraste entre as posições de Dennett e McDowell sobre percepção considerarei com particular cuidado a forma como Dennett vê as fixações subpessoais de conteúdo como “juízos internos” no contexto do seu modelo de consciência (DENNETT, 1978b, 1991), bem como a concepção das relações entre linguagem e apercebimento que subjaz a esta ideia de “juízos internos”. Aquilo que me interessa é sobretudo identificar as razões pelas quais McDowell, que poderia em princípio concordar com Dennett na forma de ver o conteúdo perceptivo como ‘conceptual’, crê que de acordo com a concepção de Dennett, as experiências perceptivas seriam “menos do que encontro com objectos”, o que é insustentável.

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