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Habermas sobre a comunicação sistematicamente distorcida
Author(s) -
Aylton Barbieri Durão,
Adja Balbino de Amorim Barbieri Durão
Publication year - 2012
Publication title -
revista de filosofia aurora
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1980-5934
pISSN - 0104-4443
DOI - 10.7213/revistadefilosofiaaurora.6151
Subject(s) - humanities , philosophy , sociology
Habermas desenvolveu a teoria da ação comunicativa mostrando como os problemas de comunicação entre os falantes podem ser resolvidos a partir da própria autorreferencialidade inerente à linguagem ordinária ou, em casos mais graves, mediante os discursos racionais. Contudo, ele mostrou também que existem formas de comunicação sistematicamente distorcidas como a neurose e a ideologia, nas quais, ao contrário de Wittgenstein,que considerava não existir uma linguagem privada. Tratava-se somente de um mal entendimento sobre o correto funcionamento de nossa linguagem, pois são formas reais da linguagem privada porque a reconstrução linguística da Psicanálise demonstrou que o neurótico, diante de uma situação insustentável da primeira infância, substitui o símbolo reprimido por um símbolo insuspeito que passa a ocupar o seu lugar. Origina o comportamento repetitivo do enfermo, mas que pode ser recordado de maneira constante,o que desmente também o primado que Gadamer atribuiu à hermenêutica. A comunicação sistematicamente distorcida não pode ser superada simplesmente pelo adestramento da habilidade de interpretação a partir do contexto, mas requer a passagem para discursos clínicos em que o paciente deve fazer a experiência da autorreflexão

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