A sombra do Eu Puro: Merleau-Ponty e o “último” Husserl
Author(s) -
Claudinei Aparecido de Freitas da Silva
Publication year - 2019
Publication title -
revista de filosofia aurora
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.1
H-Index - 2
eISSN - 1980-5934
pISSN - 0104-4443
DOI - 10.7213/1980-5934.31.053.ds02
Subject(s) - philosophy , humanities , pathos , linguistics
Em Le Philosophe et son Ombre, Merleau-Ponty agencia uma lapidar metáfora no intuito de circunscrever certo domínio de experiência, em rigor, pré-reflexiva, que estaria presente, particularmente, nos últimos trabalhos de Husserl: a sombra. Afinal, o que, mais propriamente, teria permanecido à “sombra” do filósofo? Ora, o pathos corolário do saber ocidental: “a tradição como esquecimento das origens”. Husserl então entrevê outra tarefa cara à fenomenologia, aquém e além de seu idealismo transcendentalmente professo: o retorno à Lebenswelt como horizonte pré-teorético. Trata-se, arqueologicamente, de escavar uma camada de evidência originária, isto é, um mundo bruto, em estado barroco ou selvagem como ainda não pensado. É essa zona de sombra como emblema concreto do Eu puro que não pode mais ser “posta entre parênteses”.
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