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O exercício da imaginação geográfica e a cartografia escolar: práticas educativas com mapas através de Atlas Escolares Municipais
Author(s) -
Lígia Maria Brochado de Aguiar
Publication year - 2012
Publication title -
geografares
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2175-3709
pISSN - 1518-2002
DOI - 10.7147/geo12.3195
Subject(s) - humanities , philosophy , art
Nossa proposta é pensar as práticas educativas com mapas através de Atlas Escolares Municipais como exercício da imaginação geográfica, o que supõe oralidade e a visualidade e, o mapa como suporte operatório e imagético. Porque a composição visual do lugar ou a sua visualização é sempre um exercício de imaginação geográfica, ou seja, um movimento de abstração, de distanciamento do mundo objetivo em direção à nossa própria subjetividade para nos tornarmos sujeitos deste mundo, dos seus territórios. Por isso, precisamos tomar distância deste mundo para podermos pensar sobre ele. Por outro lado, segundo Flusser (2008) o que é visto subjetivamente precisa ser comunicado, por isso, a cultura ocidental pode ser considerada como uma tentativa de “explicar a imaginação, de explicar as imagens”. O mundo contemporâneo resulta do desenvolvimento do pensamento que parte da imaginação, colocada sob suspeita, em direção ao conceito para apreender o real. No entanto, este desenvolvimento nos coloca em uma situação inédita: a imaginação não está mais sob a crítica da razão, ao contrário, através das imagens e da nossa capacidade imaginativa estamos aprendendo a lidar com o mundo conceitual, ou ainda, nos tornando sujeitos capazes de recriar um mundo objetivado de fatos e imagens. Ao se organizar pelo princípio da objetividade, o mundo se tornou desumanizado, desencantado. A razão ardilosa teria nos levado a becos sem saída ao descobrir a arbitrariedade dos signos, segundo a Escola de Frankfurt. Para Paul Virilio (2002), o mundo povoado pelas imagens tecnológicas estaria nos privando do contato com o mundo físico e material. Neste contexto em que o espaço se torna imagem, mapa e, podemos caminhar por ele sem caminhar, torna-se imprescindível aos leitores das superfícies agarrarem-se como viajantes a topônimos conhecidos no mapa de um mundo por descobrir, ou também, escavar as superfícies planas dos mapas até encontrar as forças expressivas da vida.Palavras-chave: imaginação geográfica, atlas escolares municipais, práticas educativas com mapas.DOI: 10.7147/GEO12.3195

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