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Metabolismo lipídico da raia vivípara Potamotrygon falkneri Castex & Maciel, 1963 durante a reprodução
Author(s) -
Lucas Spada,
Douglas de Castro Ribeiro,
Jumma Miranda Araújo Chagas,
Agatha Yukari Horoiwa,
Ariadyne Santos Soares,
Cristiéle da Silva Ribeiro
Publication year - 2020
Publication title -
revista ibero-americana de ciências ambientais
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2179-6858
DOI - 10.6008/cbpc2179-6858.2020.005.0019
Subject(s) - biology
Mudanças sazonais na composição corporal têm sido observadas em várias espécies de vertebrados, e estas alterações parecem estar relacionadas com a vitelogênese, bem como outros processos associados com a desova, transferência materno-fetal e sobrevida da prole. No caso de arraias certamente a distribuição metabólica e compromisso de reservas energéticas para a reprodução se estenderá a períodos pós-vitelogênicos, já que o sucesso reprodutivo destas espécies dependerá do desenvolvimento do trofonema e do leite uterino, que servirão de base nutritiva para os embriões até o momento do parto. O objetivo deste trabalho foi investigar o padrão de armazenamento, mobilização e utilização de substratos lipídicos e ácidos graxos envolvida com a reprodução da espécie Potamotrygon falkneri em diferentes fases do ciclo reprodutivo. Os animais coletados foram anestesiados e eutanasiados, com posterior extração e determinação da concentração de lipídeos totais e perfil de ácidos graxos dos tecidos hepático, muscular, ovariano e uterino. Após as coletas e análise macroscópica dos ovários os animais foram separados em três grupos, correspondentes aos estágios reprodutivos: Repouso, Vitelogênese e Maduro. Os resultados suportam a hipótese de que a estratégia histotrófica lipídica de Myliobatiformes, mostrando aparente armazenamento de lipídeos no tecido uterino durante a maturação dos animais, culminando nos maiores valores amostrados no período maduro. Os tecidos uterino e hepático apresentaram concentrações até 100 vezes superiores de lipídeos na comparação com o tecido muscular e ovariano, corroborando o papel armazenados deste substrato nestes tecidos. O perfil de ácidos graxos mostrou um padrão de mobilização de ácidos graxos dos tecidos hepático e muscular para o tecido uterino, notadamente para ácidos graxos polinsaturados (totais, ômega 3 e ômega 6) importantes no desenvolvimento de embriões e juvenis.   

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