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Gordura trans e as definições concorrentes para o risco alimentar
Author(s) -
Marília Luz David
Publication year - 2012
Publication title -
século xxi - revista de ciências sociais
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2236-6725
pISSN - 2179-8095
DOI - 10.5902/223667254867
Subject(s) - medicine , humanities , philosophy
Considerando-se os riscos alimentares contemporâneos, este artigo analisa a construção da gordura trans como risco, atentando para as versões concorrentes e criadas durante sua controvérsia científica. Esta controvérsia é analisada sob o viés de dois grandes arcos: o primeiro se estende pela década de 1990 e termina com o anúncio das primeiras legislações para regular a gordura trans em alimentos. Aqui estava em jogo a veracidade da relação entre gordura trans e os efeitos prejudiciais à saúde, e se autoridades nacionais de saúde iriam considerá-la um risco alimentar. As primeiras legislações para rotulagem da gordura trans iniciaram o fechamento de parte da controvérsia científica nesse sentido. O segundo arco é mais bem discutido e nele são destacadas as diferentes versões pelas quais o risco passou, conforme os atores participantes da controvérsia o atrelaram a diferentes aliados. Finalmente, o argumento seria que atualmente existem duas versões para o risco: um que define a gordura trans enquanto risco de saúde pública e outro promovido pela indústria que negocia o risco como responsabilidade do consumidor de zelar pela própria saúde, tendo em vista que, desde 2003 e 2004, esta passou a reconhecer a gordura trans como um risco e a incorporar o fato científico em seus produtos.

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