Resistência mecânica do solo à penetração em sistema silvipastoril após onze anos de implantação
Author(s) -
Laércio Ricardo Sartor,
Jessica Ramão,
Vanderley PorfíriodaSilva,
Luís César Cassol,
Eleandro José Brun
Publication year - 2020
Publication title -
ciência florestal
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.381
H-Index - 21
eISSN - 1980-5098
pISSN - 0103-9954
DOI - 10.5902/1980509831205
Subject(s) - physics , agricultural science , humanities , mathematics , horticulture , biology , philosophy
Com a crescente demanda por alimentos, surge a necessidade de intensificação no uso do solo, convergindo para sistemas de produção com características de sustentabilidade. Uma alternativa, aplicada à agricultura, é a adoção de sistemas integrados de produção agropecuária, como exemplo está o sistema silvipastoril. A integração entre sistemas de produções visa maximizar o uso dos recursos naturais e dos insumos, com menos impacto sobre o ambiente e maior ganho em produtividade da área. Nesse sentido, os efeitos em longo prazo, promovidos por sistemas silvipastoris nos atributos físicos do solo, devem ser estudados e relatados na literatura científica. O objetivo deste trabalho foi avaliar a resistência mecânica do solo à penetração (RMP) em faixas longitudinais distribuídas entre linhas de árvores plantadas em duas disposições, Leste-Oeste e Norte-Sul, de um solo sob um sistema silvipastoril após 11 anos de sua implantação. A espécie arbórea implantada em 2006 foi a Grevillea robusta e, como espécie forrageira, a Tifton 85 (Cynodon spp.) sob pastejo com lotação rotacionada de bovinos de leite. Para determinação da RMP foram avaliadas as camadas de solo de 0,0-0,05; 0,05-0,10; 0,10-0,20 e 0,20-0,40m de profundidade com auxílio de penetrômetro digital. Utilizou-se o delineamento experimental de blocos ao acaso. As disposições das árvores não foram consideradas como fator experimental e as análises feitas isoladamente dentro das disposições Leste-Oeste e Norte-Sul. Os maiores valores de RMP foram observados na camada de 0,05-0,10 m do solo e nas áreas avaliadas com maior proximidade das árvores, indicando o efeito do animal, que permanece nesses locais por mais tempo devido ao conforto térmico proporcionado pela sobra das árvores. A serapilheira depositada no solo pelas árvores e sistema radicular da espécie forrageira deve ter auxiliado para que os níveis de RMP fossem menores na superfície do solo, considerando o incremento nos teores de matéria orgânica na superfície do solo. O efeito do sistema radicular da espécie arbórea pode ter contribuído para os maiores valores de RMP na profundidade de 0,20 a 0,40m para disposição LesteOeste.
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