Livre, nasce o livro: reflexões sobre a ficcionalidade da memória da barbárie a partir de Uma menina está perdida no seu século à procura do pai, de Gonçalo M. Tavares
Author(s) -
Constance Krüger
Publication year - 2020
Publication title -
literatura e autoritarismo
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1679-849X
DOI - 10.5902/1679849x42362
Subject(s) - humanities , art , philosophy
O presente artigo tem o objetivo de articular argumentação teórica sobre memória e ficção a partir de elementos comumente elencados no pós-guerra. O escopo teórico, em linhas gerais, parte da conceituação de catástrofe, para Walter Benjamin; da aporia fundamental sobre a feitura de poesia após Auschwitz, de Theodor Adorno; e da potência do ineditismo como forma de resistência, por Hannah Arendt. Para fim de comprovação da articulação teórica, reconhece-se a memória da barbárie como potência ética e estética nos dias contemporâneos, o que pode ser verificado pelo exemplo literário nesse artigo elegido: o romance Uma menina está perdida no seu século à procura do pai (2015), do autor português Gonçalo M. Tavares.
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