
Cecília Meireles, uma lírica no auge do modernismo
Author(s) -
Ana Amélia Neubern Batista dos Reis
Publication year - 2022
Publication title -
scripta
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2358-3428
pISSN - 1516-4039
DOI - 10.5752/p.2358-3428.2021v25n55p247-278
Subject(s) - humanities , philosophy , art
O presente artigo tem como objetivo refletir sobre aspectos da obra Cecília Meireles e o diálogo que ela estabeleceu com a Índia. Também, pretende-se mostrar como as relações da autora com a tradição hindu contribuíram para a formação do pensamento ceciliano expresso em sua obra. Essa relação, tanto com a tradição indiana como com a modernidade da Índia – representadas pelas figuras de Gandhi e Tagore–, pode apontar para outras bases de formação do movimento modernista brasileiro, o qual, até nossos dias, é fundamentalmente embasado nas ideias de Mário e Oswald de Andrade. Visando a ampliar a mirada para o modernismo brasileiro, abordando-o de forma múltipla, apresenta-se um ponto de inflexão para pensarmos no modernismo de forma mais alargada e diversa. Tal ponto de inflexão utilizado neste texto para desenvolver as reflexões propostas é o curso de literatura “Técnica e Crítica Literárias”, que Cecília Meireles ministrou em 1937, não publicado até o momento, por meio do qual é possível perceber como o pensamento ceciliano dialoga com as tradições antigas e estabelece relações descomplicadas com essas tradições (especialmente com a da Índia). Portanto, a obra de Cecília Meireles pode representar uma grande contribuição para repensar o modernismo no Brasil.