
Introdução: Há crescente interesse em correlacionar níveis de consciência e bem estar através de programas que unam práticas contemplativas, e vem sido evidenciado redução de afeto negativo e aumento da habilidade autoregulativa, por meio do acréscimo de capacidade metacognitiva (mindfulness). Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar a validade e confiabilidade de duas escalas que mensuram mindfulness e as suas inter-relações com variáveis sócio demográficas e de bem estar subjetivo junto a profissionais da atenção primária à saúde (APS). Método: Para a validade de constructo utilizar-se-á uma validade convergente (escala de bem-estar subjetivo - EBES), e para a consistência interna será utilizado cálculo alfa de Cronbach. Correlacionaremos os resultados de duas partes da MAAS na fidedignidade split-half, com índice Kappa. Também com o intuito de reforçar o poder de confiabilidade do estudo, será utilizado o sistema de “teste – reteste” aplicando-se novamente tanto os instrumentos que medem Mindfulness (FMMQ e MAAS) como a EBES. Será adotado como nível de significância de 5% em todos os testes estatísticos (?=0,05). Resultados parciais: Incluímos até o momento 449 sujeitos de equipes mínimas de APS (médicos, enfermeiras, auxiliares, agentes comunitários de saúde) das unidades do território Aricanduva/Sapobemba/São Mateus, do Programa de Atenção Básica e Saúde da Família. Resultados esperados e conclusões: Estima-se avaliar as propriedades psicrométricas das escalas originais quando utilizadas em profissionais de APS e contribuir para a maior compreensão sobre o nível de mindfulness destes profissionais, bem como suas implicações para a redução de casos de esgotamento profissional.