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A linguagem expressiva do toque no grupo terapêutico de massagem e estimulação de bebês
Author(s) -
Maria das Graças Barreto da Silva,
Vitória Helena Cunha Espósito,
Conceição Vieira da Silva Ohara,
Barbara Pereira Genesi
Publication year - 2012
Publication title -
revista brasileira de medicina de família e comunidade
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2179-7994
pISSN - 1809-5909
DOI - 10.5712/rbmfc7(1)556
Subject(s) - humanities , philosophy , physics
Introdução: Uma das ações educativas do projeto de extensão Grupo de massagem e estimulação de bebês (GMEB). Espaço que propicia estar com o bebê, levando em conta os benefícios do toque para o desenvolvimento neuropsicomotor infantil e o contexto sócio cultural em que estão inseridas, onde frequentemente compartilha-se os cuidados dos filhos com outros cuidadores. O referencial utilizado como base técnica para a massagem em bebês, desenvolvida pelo GTMEB, é a massagem sensorial, amplamente conhecida em nosso meio como “Shantala”. Objetivo: Este estudo buscou desvelar os modos de ser da mãe com seu bebê ao realizar a massagem no Grupo terapêutico de massagem e estimulação de bebês (GTMEB), Método: Trajetória de pesquisa qualitativa fenomenológico-hermenêutica, tendo como região de inquérito o GTMEB, onde após aprovação do Comitê de ética com o n. 466/99, entrevistamos onze mães, sujeitos da pesquisa, a partir da seguinte questão norteadora: Descreva como foi a experiência da massagem para você e seu filho. Do núcleo de sentido gerado pelos discursos maternos, para este estudo, destacamos o toque como eixo para as reflexões. Resultados: No dizer das mães o toque é identificado como uma linguagem expressiva de vida: “a massagem é um jeito de dar carinho: pegar, sentir, estimular, abraçar. Só isso é tão importante”; relacionado com um sistema de signos que otimiza a comunicação, entre elas e os bebês: “Através do toque sentido e prolongado em partes do corpo, que acabam sendo esquecidos, pudemos, mãe e filho, nos lançar num jogo lúdico de aprendizagem”. Ao participar do GTMEB, a atenção das mães encontra-se voltada para a importância do toque - consciente, firme e lento -, para que as experiências vividas pelos bebês, nesta fase, sejam satisfatórias e forneça-lhes uma base segura para as relações futuras. Neste cenário, elas consideram a massagem uma experiência que favorece a tranqüilidade, imprimindo afeto, contribuindo para a otimização da maternagem. Considerações finais: As mães desvelam que por meio do toque é possível conhecer os bebês e ampliar a interação entre elas e seus filhos, trazendo qualidade às relações. Para nós profissionais, compreender o que acontece com a mãe e o bebê em situação de massagem evidencia seguir com paciência e cautela, deixando os acontecimentos fluírem, oferecendo sustentação, criando um círculo de cuidado e respeito; evidenciando o fazer do GTMEB como ação educativa que por ser social, também é ética

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