Representação do (não-)excecionalismo lusotropicalista: A viagem ao mundo colonial de Maria da Graça Freire
Author(s) -
Susana Pimenta,
Orquídea Ribeiro
Publication year - 2021
Publication title -
memoria y narración revista de estudios sobre el pasado conflictivo de sociedades y culturas contemporáneas
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2535-597X
DOI - 10.5617/myn.8667
Subject(s) - colonialism , portuguese , humanities , art , political science , philosophy , linguistics , law
Neste artigo, pretende-se indagar sobre a representação do excecionalismo lusotropicalista do “modo de estar português no mundo”, assente na teoria do lusotropicalismo de Gilberto Freyre, na visão da escritora portuguesa Maria da Graça Freire (1918–1993), em particular nas obras A primeira viagem, de 1953 e A terra foi-lhe negada, de 1958, onde se verifica uma oposição dúbia à “exceção” advogada pela retórica lusotropicalista das políticas do império colonial português. Por um lado, confirma-se uma oposição ao lusotropicalismo, isto é, a aptidão “inata” do homem português em se adaptar aos trópicos, em termos humanos, sociais e físicos, cultivando uma “harmoniosa” miscigenação entre as diferentes raças; por outro, verifica-se “uma mixórdia colonial-fascista”, num discurso amenamente politizado e integrado na ideolo-gia colonial do regime do Estado Novo.
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