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A busca do território: uma aproximação à diversidade do seu significado entre os sem-terra
Author(s) -
Nashieli Cecilia Rangel Loera
Publication year - 2004
Publication title -
athenea digital
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2014-4539
pISSN - 1578-8946
DOI - 10.5565/rev/athenead/v1n5.142
Subject(s) - humanities , political science , philosophy
Dom Tomas Balduíno (1999) identifica o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil como um movimento “com um caráter surpreendentemente novo e inédito”, que se diferencia de outras organizações principalmente por três características: 1) A ocupação massiva da terra; 2) a proposta de um novo modelo de produção; e 3) a abertura do movimento a uma diversidade de objetivos que vão além da reforma agrária. (Balduíno, apud Stédile e Fernandes 1999). No meu modo de ver, é por meio desse conjunto de elementos e suas diferentes dimensões que conseguimos enxergar não só “a forma” mas também “o fundo” desse movimento chamado sem-terra. Torna-se necessário explicitar que faço referência ao termo sem-terra na sua acepção nativa, isto é, como o conjunto dos acampados e assentados que não necessariamente consideram-se membros do MST. Isto é, para alguns sem-terra, principalmente militantes, o MST significa um todo: militantes, acampados e assentados formam parte da organização de Trabalhadores Rurais Sem Terra. Mas, para outros, principalmente os recém-acampados e alguns assentados, existe diferença entre ser do MST e ser sem-terra. O primeiro destes termos se traduz para eles como os militantes ou, mais especificamente, o que eles chamam as militâncias, as “cabeças” do acampamento ou do assentamento e, em termos mais gerais, as “cabeças” dessa organização (MST). O segundo termo refere-se ao conjunto dos acampados e assentado, “todos aqueles que se vêm como candidatos à reforma agrária” (Sigaud, 2000: 84). Além disso, faz-se referência ao movimento ora para designar o conjunto dos sem-terra, ora para designar especificamente o MST como organização. Uma vez feito esse esclarecimento, permito-me mencionar que, neste trabalho, enfatizei a primeira das características acima mencionadas: “a ocupação massiva da terra”, propondo que é precisamente por meio dela que as outras se fazem visíveis. Assim, a dissertação teve como principal locus da pesquisa o acampamento Terra Sem Males-Povo Feliz, que, em mais de dois anos de existência, tem realizado várias ocupações de terras no estado de São Paulo. Uma delas foi no município de Cajamar, onde foi realizada a maior parte do trabalho de campo

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