
Quando a memória encontra a internet
Author(s) -
José Augusto Bagatini,
José Augusto Chaves Guimarães
Publication year - 2021
Publication title -
ibersid
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.148
H-Index - 3
eISSN - 2174-081X
pISSN - 1888-0967
DOI - 10.54886/ibersid.v15i2.4773
Subject(s) - humanities , philosophy , political science , chemistry
Ao longo da nossa história, a humanidade criou e desenvolveu várias tecnologias de extensão da memória, que vão desde pinturas rupestres, o desenvolvimento da escrita e, até hoje, quando as memórias são armazenadas em cadeias de 0 e 1. Assim e considerando que o paradigma tecnológico atual tem trazido consigo novas tecnologias que reformularam completamente os artefatos de memória, o presente trabalho tem como objetivo analisar quais impactos surgem de um paradigma em que memórias imunes à temporalidade se estabelecem como padrão de mercado? Tendo em vista que em algum momento esses artefatos da memória digital podem ser usados contra nós, e dificilmente serão apagados, restando a questão de se é ético para uma instituição manter em sua memória digital algo que comprometa o presente e o futuro de uma pessoa, afetando diretamente o direito ao esquecimento. Um contexto que reflete nos profissionais da informação, que, em suas atividades de organização e divulgação, devem procurar equilibrar a manutenção da informação necessária ao desenvolvimento das atividades e o cumprimento dos deveres legais e a proteção do direito ao esquecimento, promovendo assim o desenvolvimento de atividades, serviços e produtos que contemplem ambos.