
Ênfase prosódica e variação (socio)linguística
Author(s) -
Carlos Alexandre Gonçalves
Publication year - 1998
Publication title -
signum. estudos da linguagem
Language(s) - English
Resource type - Journals
eISSN - 2237-4876
pISSN - 1516-3083
DOI - 10.5433/2237-4876.1998v1n1p73
Subject(s) - variation (astronomy) , portuguese , linguistics , phenomenon , assimilation (phonology) , focus (optics) , psychology , sociology , humanities , art , philosophy , epistemology , physics , astrophysics , optics
In this article, my main objective is to discuss the relationship focus/variation, and examine, more precisely, three studies of the phenomena of language variation in contemporary Portuguese spoken in Rio de Janeiro: (a) of Fausto (1992), whose analysis is based on the phenomenon of assimilation of -ndo/-no (cf. -'falando' / 'falano', for example), (b) of Gonçalves (1993), about the processes of insertion (prosthesis) and cancellation (aphaeresis) of [a] at the beginning of words (as in 'atropeçar' and 'cabar', respectively), and (c) of Brunner (1995), who addresses intensification strategies as used in Portuguese. All three start from the theory of sociolinguistic variation (cf. Labov, 1966 and 1972), seeking to establish, therefore, groups of linguistic and extralinguistic factors that may pose constraints to the application or non-application of a variable rule.Neste artigo, meu principal objetivo é discutir a relação ênfase/variação, analisando, mais precisamente, três trabalhos sobre fenômenos de variação lingüística no português contemporaneamente falado no Rio de Janeiro: (a) o de Fausto (1992), cuja análise se baseia no fenômeno da assimilação -ndo/-no (cf. ‘falando’/‘falano’, por exemplo); (b) o de Gonçalves (1993), sobre os processos de inserção (prótese) e cancelamento (aférese) de [a] em início de vocábulos (como em ‘atropeçar’ e ‘cabar’, respectivamente); e (c) o de Brunner (1995), que trata das estratégias de intensificação utilizadas em português. Todos os três partem da Teoria da Variação Sociolingüística (cf. Labov, 1966 e 1972), buscando estabelecer, portanto, grupos de fatores lingüísticos e extralingüísticos que possam constituir condicionamentos para a aplicação ou não-aplicação de uma regra variável