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Retrato epidemiológico da Tripanossomíase Americana relacionado a vulnerabilidade social da região Norte nos anos de 2007 a 2020.
Author(s) -
Gabriela Carneiro Gomes,
Ana Rita Fontel de Melo,
Paulyna Roana Borges Moreira,
Ester Monteiro e Sousa,
Larissa Sousa Gomes
Publication year - 2022
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.54265/yqvw2830
Subject(s) - humanities , philosophy
A Tripanossomíase Americana ou doença de chagas (DC), causada pelo protozoário flagelado Trypanosoma cruzi da família Trypanosomatidae, está relacionada às doenças infecciosas de caráter antropozoonótico e endêmico. É adquirida, principalmente, pela transmissão vetorial associada as fezes do Triatoma infestans ou “barbeiro”, pós-picada, inoculadas no ato de coçar humano, e na forma oral, ligada a ingestão de alimentos contaminados com o vetor ou seus dejetos. Existe a possibilidade, menos frequente, da infecção ser por via vertical ou congênita correlacionada a mulheres gestantes, além de transfusional em doações de sangue e transplantes de órgãos. A DC apresenta curso clínico bifásico, sendo dividida em fase aguda com sintomas de febre prolongada, mal-estar, chagoma de inoculação, edema de face e membros, aumento de fígado, baço e gânglios por cardiopatia aguda. Já a fase crônica pode evoluir de assintomática até cardíaca com comprometimento dos músculos do coração e sistema digestivo. Na Região Norte do Brasil a constante urbanização tem realocado o habitat silvestre natural do barbeiro para áreas peridomiciliares, facilitando a transmissão vetorial pelo desequilíbrio ecológico e a contaminação de alimentos, como o conhecido açaí, que se processado de maneira inadequada infecta o consumidor. O ensino precário somada a economia instável também contribui para a persistência dos casos de tripanossomíase. Dessa forma, o objetivo do estudo é realizar um levantamento socioepidemiológicos dos dados da doença de chagas aguda nos municípios da região Norte e comunicar os aspectos alusivos ao perfil da população mais acometida. Foi feito um estudo exploratório com base no Sistema de Informações de Agravos e Notificações (SINAN) e no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS) somado aos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre os municípios, faixa etária e sexo da população residente do território Norte. Segundo os dados do Ministério da Saúde, durante o período de 2007 a 2020, foram confirmados 3.080 casos de tripanossomíase americana, com 43 óbitos, correspondendo a uma taxa de letalidade de 1,39%. O numero de casos confirmados referente ao sexo foram 1.678 homens e 1.402 mulheres, dos quais 1.045 (33,92%)

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