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Avaliação do impacto da pandemia por COVID-19 no hábito alimentar e prática de exercício físico em estudantes de medicina.
Author(s) -
Luka Matheus Marques de Aquino,
F. Madruga,
Mateus batista de Oliveira,
Lucas Oliveira Loiola de Melo,
Geraldo Alves Quezado Neto
Publication year - 2021
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.54265/kkgp4742
Subject(s) - humanities , medicine , biology , philosophy
Diante da pandemia da COVID-19, que causou diversas consequências, incluindo experiências como o isolamento social, milhões de pessoas ao redor do mundo tiveram de mudar suas rotinas e sofreram diversos impactos causados por ela. Houve um aumento importante na prevalência de distúrbios psiquiátricos, dentre os principais, ansiedade, depressão e compulsão alimentar se manifestaram em diversos indivíduos. A prática de atividades físicas e o seguimento de uma dieta balanceada foram dificilmente mantidos no período de isolamento, assim como a limitação dos espaços para práticas esportivas e distúrbios psiquiátricos, que aumentaram o número de pessoas que realizaram dieta desbalanceada. Sendo assim, espera-se um aumento de sobrepeso e obesidade na população geral. Ao término do isolamento social rígido, diversas pessoas não retornaram à sua rotina de atividade física, porém alguns indivíduos motivados pelos riscos do sedentarismo, iniciaram as práticas de atividades físicas regulares após o período de isolamento. Esse estudo busca avaliar o impacto da pandemia na prática de exercícios físicos, no peso e no padrão alimentar em estudantes de medicina. Consiste em um estudo transversal, descritivo, o qual foi realizado por meio de questionário quantitativo aplicado em graduandos do curso de medicina no estado do Ceará. Foram avaliadas variáveis diretas em relação a atividade física, divididas em diferentes períodos da pandemia, que foram comparadas com os resultados encontrados. Foram coletadas informações sobre padrão alimentar e peso dos entrevistados nos diferentes períodos. Um total de 108 estudantes responderam ao questionário, 77,8%(84) dos estudantes praticavam atividade física antes do isolamento, 49,1%(53) destes tinham frequência de 3 a 5 vezes por semana e 51,9% (56) realizavam de 30 a 60 minutos de atividade física. Durante o isolamento social, a prevalência diminuiu de 77,8% para 60,2% (65) e 28,7% destes praticavam de 3 a 5 vezes por semana. Após o isolamento social rígido, o número de praticantes aumentou de 77,8% para 79,6%, 42,6% tendo frequência de 3 a 5 vezes por semana e 58,3% realizando de 30 a 60 minutos de atividade física. Em relação ao impacto da pandemia no peso corporal, 45,6% relataram que houve ganho de peso. 79,6% afirmaram que durante o isolamento social rígido o padrão alimentar mudou, 60,2% dos estudantes passaram a ingerir mais comidas processadas. Notou-se que o isolamento social e a pandemia causaram um impacto negativo na prática de atividade física nos estudantes. Parte dos acadêmicos abandonou a prática durante esse período ou reduziu a frequência após o isolamento. Percebe-se que a frequência e o número de participantes aumentou em comparação a antes da pandemia, o que pode ser associado, por exemplo, ao aumento de peso dos estudantes durante a pandemia. É notório que a maioria dos estudantes mudou de padrão alimentar e passaram a ingerir mais comidas processadas, o que resultou no ganho de peso em grande parte deles. Indicando como outro fator prejudicial importante foi a manifestação de sintomas de depressão ou ansiedade em grande parte dos estudantes. PALAVRAS-CHAVE: Atividade física, COVID-19, Estudantes, Pandemia

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