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A dermatofitose na clínica médica de pequenos animais e sua característica zoonótica
Author(s) -
Alydyanny Waleska Rodrigues de Araújo Cavalcanti,
Alicia Kelly Mucarbel dos Santos,
Lucas Valeriano Marques,
Karollainy Vasconcelos Cavalcanti,
Renata de Barros Ferraz,
Raquel Desenzi Pessoa
Publication year - 2022
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.54265/hvmb8670
Subject(s) - microsporum canis , veterinary medicine , medicine , biology , humanities , art , microbiology and biotechnology , antifungal
Introdução: Na rotina dermatológica de pequenos animais são recorrentes os casos de dermatofitose, que merecem uma maior atenção por se tratar de uma zoonose e também uma antropozoonose. A dermatofitose é uma infecção que ocorre na região superficial da pele, podendo acometer cães, gatos e outros animais domésticos. Essa infecção é causada por um grupo de fungos chamados de dermatófitos, no Brasil temos o Microsporum canis, Microsporum gypseum e Trichophyton mentagrophytes, contudo, os casos de maior incidência são causados pelo Microsporum canis. Esse grupo de fungos colonizam tecidos queratinizados como pelos e unhas, utilizando esta queratina como nutriente. Os casos mais frequentes ocorrem em filhotes e esse fator pode estar relacionado com a saúde do animal e com o local onde ele vive. A transmissão ocorre por contato direto com outro animal infectado, humanos, fômites ou por esporos fúngicos que ficam no ambiente. No diagnóstico, a anamnese e o exame físico são de suma importância, tendo também exames como o tricograma, cultura fúngica, histopatológico e a lâmpada de wood. Objetivo: Devido ao fato de que todos os fungos relatados neste trabalho possuem a capacidade de transmissão para os seres humanos, a dermatofitose torna-se um caso de saúde pública. Estes fungos possuem distribuição mundial, todavia, há uma predileção por regiões de clima mais quente e úmido, como o Brasil. O controle dessa dermatopatia, sendo necessário o conhecimento sobre a sua etiologia, epidemiologia, sinais clínicos e os meios de diagnósticos disponíveis, para que se consiga um tratamento adequado, prevenção e controle. Animais acometidos podem apresentar áreas de alopecia circulares, sendo elas isoladas ou multifocais, com descamação, podendo apresentar eritema, com prurido ou não. Os gatos são mais susceptíveis a carrear o fungo de maneira assintomática pois na superfície de sua pele há a presença de um emulsificado lipídico que consegue inibir a patogenicidade, porém, também podem ter sintomatologia, principalmente quando o animal é imunossuprimido, como nos casos dos portadores de FIV e FELV. Métodos: Estudo realizado por meio de artigos científicos já publicados com a finalidade de melhor compreensão, possibilitando discorrer sobre o tema. Resultados: Os estudos mostram que a manifestação sintomatológica difere em cães e gatos, porém ambos podem ser reservatórios da doença. Os gatos por possuírem, em sua grande maioria, um maior acesso a rua, podem se tornar o principal carreador. O fator predisponente para a incidência dos casos está diretamente ligado com o clima que o Brasil possui. Conclusão: Dado o exposto, é possível compreender que a dermatofitose possui um meio vasto de proliferação, pois acomete diversas espécies e em alguns casos, como o dos gatos, a forma assintomática de manifestação facilita a disseminação. Todavia, todos os animais podem funcionar como reservatórios, e com o aumento da integração dos animais de companhia no âmbito familiar, de uma maneira cada vez mais afetiva, pode aumentar o índice de infecções nos seres humanos. PALAVRAS-CHAVE: Dermatopatia, Dermatofitose, Zoonose

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