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ESPOROTRICOSE: ESTUDO DE CASO EM FELINO ERRANTE
Author(s) -
Lucieudo Saraiva Marques,
Joana D'Arc Vicente Silva,
Martha Elizabeth Lyra Batista,
Christiana Cavalcanti Toscano,
Luã Barbalho de Macêdo
Publication year - 2022
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.54265/gbkd4471
Subject(s) - microbiology and biotechnology , biology
A esporotricose é causada por um fungo aeróbio dimórfico conhecido por Sporotrix schenckii. (MINAME, 2003). É uma infecção fúngica que acomete o homem e vários animais, dentre eles o gato doméstico (Felis catus) que possui um papel epidemiológico importante na esporotricose, sendo uma zoonose de grande importância na clínica veterinária e humana, por produzirem feridas bastante profundas e purulentas (MEDLEAU, 2001). Na espécie felina, a maior incidência da esporotricose é em machos não castrados, adultos, de vida livre. (SCHUBACH et al., 2004). Objetivou-se descrever a conduta clínica utilizada para conter o fungo S. schenckiie como a terapêutica utilizada em sua forma clinica cutânea disseminada em felino errante. Em outubro de 2021 foi encontrado abandonado na rua, um felino,macho, não castrado de aproximadamente 6 anos, pesando 2,6kg e levado à clínica veterinária. No exame clínico detectou-se sarcopenia, desidratação de 8%, linfonodos hipertrofiados, lesões hiperêmicas distribuídas na cabeça, plano nasal, membros pélvicos e torácicos, e uma lesão exposta no membro torácico esquerdo atingindo a região de metatarso e falange. Foi administrado itraconazol cápsula 100mg/gato, a cada 24h na ração ou em sache. Após duas semanas, o itraconazol em cápsulas foi substituído por itraconazol manipulado em pasta sabor peixe e carne devido à rejeição pelo felino. O felino também apresentava ruídos pulmonares anormais, como sibilos e ruídos crepitantes, além de espirros. Foi prescrito antibioticoterapia com Agemoxi, na dose de 15mg/kg SC, com 15 aplicações em dias alternados. Recebeu nebulização com soro RL e usado Seretide suspensão aerossol 25mcg por 5 dias. Diante a terapêutica usada, notou-se que o quadro clínico não apresentava melhora significativa.Em 17 de Janeiro de 2022, o felino já apresentava 4,5 kg e foi administrado iodeto de potássio na dose de 10mg/kg, em pasta, sabor carne, com o objetivo de potencializar a ação do itraconazol, Com uma semana após a administração do iodeto, o animal apresentou uma melhora nítida na respiração, desaparecendo totalmente os ruídos pulmonares com regressão das lesões faciais, bem como a cicatrização do metatarso e falange, Em 02/02/2022 foi feito um hemograma e bioquímico para avaliação do perfil renal e hepático e um teste de FIV/FeLV. O eritrograma sem alterações, porém o leucograma mostrou um discreto desvio a esquerda regenerativo (4%), linfopenia relativa e absoluta (13% e 1014/mm³), bem como eosinofilia relativa (18%). Alteração na enzima ALT/TGP (593 UI/L) e teste para FIV/FeLV positivo em ambos. Durante todo o período de tratamento, o animal apresentou ganho de peso e ausência de vômito e diarréia. Mesmo o felino apresentando alterações sistêmicas, o iodeto de potássio associado ao itraconazol, mostrou-se mais eficiente e seguro, observando-se uma melhora clinica rápida, considerando-se mais uma alternativa para o tratamento da esporotricose felina, quando há refratariedade ao itraconazol. PALAVRAS-CHAVE: FUNGOS, INFECÇÃO, ZOONOSE

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