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INFECÇÕES HOSPITALARES BACTERIANAS EM UNIDADE DE TRANSPLANTE HEPÁTICO
Author(s) -
Júlio Cézar Uili Coelho,
Mônica Beatriz Parolin,
Jorge Eduardo Fouto Matias,
Alexandre Coutinho Teixeira de Freitas,
André Ricardo Dall’Oglio Tolazzi,
Marta Francisca de Fátima Fragoso,
Maria Edutânia Skroski Castro
Publication year - 2004
Publication title -
brazilian journal of transplantation
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2764-1589
DOI - 10.53855/bjt.v7i4.316
Subject(s) - medicine
Objetivo: A incidência de infecção após transplante hepático permanece elevada, sendo maior se comparada aos transplantes de outros órgãos sólidos. Este estudo tem por objetivo apresentar a incidência, distribuição topográfica e os microorganismos mais freqüentemente encontrados nas infecções hospitalares em uma unidade de transplante hepático de um Hospital Universitário. Métodos: os prontuários de 1963 pacientes admitidos para transplante hepático ou por complicações pré ou pós-transplante foram avaliados prospectivamente, utilizando os critérios diagnósticos de infecções nosocomiais instituídos pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Durante o período de estudo foram realizados 175 transplantes hepáticos, sendo 148 com enxerto cadavérico e 27 transplantes intervivos. Resultados: infecções hospitalares foram diagnosticadas em 79 pacientes, representando 5,5% do total das internações. A infecção de sítio cirúrgico apresentou-se com maior incidência (27,7% ou 30 casos), seguida pela pneumonia (20,3%), infecções do aparelho digestivo (15,7%) e relacionadas à corrente sangüínea (12%). Dos microorganismos isolados nas 79 culturas positivas, os mais freqüentes foram: Staphylococcus sp (40,5%), Enterococcus faecalis (13,9%), Klebsiella pneumoneae e Escherichia coli (7,6% cada). Das infecções causadas por bactérias multirresistentes (43% do total), Staphylococcus aureus resistente a meticilina (MRSA) foi o mais prevalente (22 infecções). A mortalidade global relacionada às infecções hospitalares foi de 22,7% (18 pacientes) e a infecção de maior letalidade esteve relacionada à corrente sangüínea (30,7%). Conclusão: o local mais comum de infecção bacteriana em pacientes de serviço de transplante hepático é o sítio cirúrgico e o local de maior letalidade é a infecção da corrente sangüínea. As bactérias isoladas mais freqüentes são Staphylococcus sp e Enterococcus faecalis, sendo que um número expressivo destas bactérias são multirresistentes.

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