ALTERAÇÕES PRECOCES NOS MARCADORES DE RISCO PARA DOENÇA CARDIOVASCULAR EM PACIENTES SUBMETIDOS A TRANSPLANTE RENAL DE DOADOR VIVO
Author(s) -
Giovanna Parada Martins,
Francival Leite de Souza,
Andréa Rodrigues de Sousa,
Karenn Barros Bezerra
Publication year - 2010
Publication title -
brazilian journal of transplantation
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2764-1589
DOI - 10.53855/bjt.v13i1.221
Subject(s) - medicine , renal transplant , transplantation , cardiology
A doença cardiovascular é a principal causa de mortalidade em pacientes com doença renal crônica (DRC) em terapia dialítica, sendo responsável por cerca de metade de todas as mortes nesses pacientes. O transplante renal se acompanha de redução da mortalidade cardiovascular e coronária em relação ao tratamento dialítico, porém, estas são também, a principal causa de morte após o primeiro ano pós-transplante. Objetivo: Avaliar as alterações nos marcadores de risco tradicionais relacionados à uremia três meses após transplante renal de doador vivo. Métodos: Estudo prospectivo com 27 pacientes submetidos a transplante renal no Hospital Universitário-UFMA de junho de 2007 a janeiro de 2009. Coletados dados clínicos e metabólicos do dia da internação hospitalar e após três meses de transplante renal. Resultados: A média de idade foi de 30,4 anos; 57% eram homens com tempo médio de diálise de 24 meses. Após três meses de transplante ocorreu redução significativa da PA sistólica (128,1 ± 25,7 mmHg para 112,6 ± 15,8 mmHg, p=0,006) e da PA diastólica (83,7± 19,4 mmHg para 70,4 ± 10,5 mmHg, p=0,002). Hipocalcemia foi observada em 16 pacientes pré-transplante e em um paciente após o transplante (p<0,001). Observou-se redução nos níveis séricos de fósforo (5,4 ± 1,7 mg/dL para 3,9 ± 1,3 mg/dL, p= 0,004), assim como melhora dos níveis hemantimétricos, hemoglobina e hematócrito no pré-transplante (11,2 ± 1,9 g/dL e 34,9 ± 6,0%) para o pós-transplante (12,3 ± 3,4 g/dL e 37,8 ± 6,4%). Após três meses, observou-se elevação do colesterol total (149,18 ± 35,3mg/dL para 174,6 ± 44,3 mg/dL, p= 0,001), triglicerídeo (141,8 ± 67,4 mg/dL para 200,1 ± 102,9 mg/dL, p= 0,008) e da glicemia em jejum (87,55 ± 12,12 mg/dL passando para 107,44 ± 35,85 mg/dL, p= 0,002). Conclusão: Este estudo demonstrou melhora precoce e significativa de alguns elementos de risco para doença cardiovascular, tais como, anemia, pressão arterial e produto cálcio-fósforo após transplante renal. Houve piora do colesterol, triglicerídeos e glicemia no pós-transplante. Deve-se monitorar e tratar precocemente todos os fatores relacionados a risco cardiovascular na população transplantada.
Accelerating Research
Robert Robinson Avenue,
Oxford Science Park, Oxford
OX4 4GP, United Kingdom
Address
John Eccles HouseRobert Robinson Avenue,
Oxford Science Park, Oxford
OX4 4GP, United Kingdom