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PREVALÊNCIA DE DOADORES DE ÓRGÃOS E TECIDOS ENTRE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO E SUPERIOR
Author(s) -
Vanessa dos Santos Silva,
Bartira de Aguiar Roza,
Alessandra Silva,
Janine Schirmer
Publication year - 2007
Publication title -
brazilian journal of transplantation
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2764-1589
DOI - 10.53855/bjt.v10i4.344
Subject(s) - humanities , philosophy , psychology , physics
Mudanças na Lei 9.434/97, por meio de medida provisória e posterior alteração (Lei 2.211/2001), relacionadas aos tipos de doação, transformado-a de doação presumida (1997) para consentida (2001) podem ter colaborado, entre outros fatores, para a dificuldade de incorporação da cultura de doação em nosso país. Conhecer a opinião de estudantes é, portanto, uma condição necessária para desenvolver estratégias de educação e auxiliar na construção de legislação que represente, de fato, a moral vigente de uma população. Objetivo: investigar a prevalência de doadores de órgãos e tecidos entre estudantes do ensino médio e superior e seu conhecimento sobre o consentimento familiar como prerrogativa para a doação no Brasil. Métodos: Estudo de abordagem quantitativa, baseado na comparação entre variáveis semelhantes de duas pesquisas sobre o conhecimento de graduandos em saúde de uma comunidade universitária e estudantes do último ano do ensino médio do município de São Paulo, realizadas em períodos diferentes, 2002/2003 e 2005/2006, respectivamente. Resultados: 47,0% (363) dos estudantes do ensino médio e 50,6% (316) dos estudantes do ensino superior não sabiam que a doação de órgãos e tecidos no Brasil é consentida. Há evidências de que haja um maior percentual de não doadores entre os alunos de graduação e um maior percentual de doadores entre os alunos do ensino médio. Conclusão: A prevalência de doadores entre os estudantes em geral foi de 66,3% (946), enquanto os não doadores representaram 23,1% (329); 8,9% (127) não sabem e 1,8% (25) não informaram. Portanto, estratégias educacionais, e não somente informativas, precisam fazer parte do currículo da educação básica brasileira, para o desenvolvimento de uma cultura de doação no país, que subsidiaria a decisão de ser ou não doador. Essas estratégias dependerão não somente da regulamentação dos governos, mas também da vontade dos principais envolvidos nesse processo para que funcionem.

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