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ASPECTOS PRODUTIVOS E ECONÔMICOS DA CADEIA PRODUTIVA DO CIPÓ-PRETO NO LITORAL PARANAENSE
Author(s) -
Alex Sandro Nogueira,
Anadalvo Juazeiro dos Santos,
Alexandre Muzy Bittencourt,
Dalvo Ramires Bolzon,
Fernanda Da Silva de Paula
Publication year - 2006
Publication title -
floresta
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1982-4688
pISSN - 0015-3826
DOI - 10.5380/rf.v36i3.7327
Subject(s) - humanities , political science , agricultural science , philosophy , biology
O recurso vegetal Philodendron melanorrhizum Reitz, conhecido popularmente como cipó-preto, é uma importante fonte de renda para as comunidades que vivem inseridas em unidades de conservação, como é o caso das populações da APA de Guaratuba. A presente pesquisa teve como objetivo descrever, do ponto de vista econômico, a cadeia produtiva do cipó-preto no litoral paranaense, que contempla as atividades desde a extração na floresta até a utilização final na forma de artesanato. Para atingir tais objetivos, a metodologia utilizada constituiu-se das seguintes etapas: localização da cadeia produtiva, análise da estrutura de mercado, dos contextos organizacional e institucional, dos fluxos físicos e financeiros e das limitações e potencialidades da cadeia. Os dados técnicos e econômicos foram obtidos através de entrevistas com os produtores, comerciantes, instituições públicas e privadas do estado do Paraná. Evidenciou-se a ocorrência de 200 produtores trabalhando com artesanato de cipó-preto. No período de execução do trabalho, eram coletados anualmente, em média, 23.000 kg de cipó-preto, e produzidas 77.760 unidades de artesanato. O custo de produção médio do artesanato foi de R$ 1,57 por unidade. No comércio, a média de venda dos artesanatos foi de 60 unidades/mês, e o preço médio de venda era R$ 6,79 por unidade. O “markup” de comercialização total da cadeia foi 869,24%. Com a execução da presente pesquisa, concluiu-se que: 1) a estrutura da cadeia produtiva do cipó-preto é bastante simplificada; 2) a maior parte do lucro fica com os atacadistas; 3) o consumidor final paga 869,24% a mais sobre o preço inicial do produtor.

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