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BLANCHOT E HÖLDERLIN: IMPULSO AO ABISMO E INFIDELIDADE DIVINA
Author(s) -
Jorge Luiz Viesenteiner
Publication year - 2005
Publication title -
revista letras
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2236-0999
pISSN - 0100-0888
DOI - 10.5380/rel.v67i0.5523
Subject(s) - humanities , philosophy
O objetivo desse texto é relacionar Blanchot e Hölderlin através do percurso de dois momentos do itinerário poético de Hölderlin: por um lado, os textos da juventude em que o poeta anseia por um sentimento de unidade ou conciliação entre natureza e arte, cuja unidade deve se realizar no personagem trágico, realização conciliatória que ocorre de forma trágica numa espécie de impulso ao abismo – impulso à morte –; e, por outro lado, a noção de infidelidade divina que aparece na maturidade de Hölderlin a propósito da apresentação do trágico, quer dizer, uma espécie de impulso que resta ao homem apenas fidelidade à terra depois que o poeta experimenta a “noite do afastamento dos deuses”. O percurso do artigo é norteado pelas reflexões de Blanchot a partir de dois textos em que ele trata de modo mais sistemático a questão do trágico: “A palavra ‘sagrada’ de Hölderlin”, publicado em A parte do fogo e “O itinerário de Hölderlin” que aparece em O espaço literário, textos em que, respectivamente, abordam os dois momentos distintos de Hölderlin. Assim, essa relação indica que o herói trágico de Hölderlin se faz reconhecer também nas reflexões de Blanchot sobre o poeta e sua existência trágica. Ambos são seduzidos ou pela Totalidade do “pathos sagrado” ou pela fidelidade incondicional à terra; seduzidos pelo impulso ao abismo ou pela Circe da infidelidade divina.

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