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Limites do mando, limites do mundo: a relação entre identidades de gênero e identidades espaciais no nordeste do começo do século
Author(s) -
Durval Muniz de Albuquerque Júnior
Publication year - 2001
Publication title -
história
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2447-8261
pISSN - 0100-6932
DOI - 10.5380/his.v34i0.2660
Subject(s) - humanities , art , philosophy
Este texto examina a relação entre as mudanças históricas na sociedade tradicional do engenho, no nordeste brasileiro, no começo do século XX, e a alteração nas percepções espaciais que se expressam em uma série de metáforas que emergem tanto no discurso memorialístico, como no discurso literário produzido por homens ligados a esta elite em declínio social e econômico. Estes textos falam do encurtamento do mundo, de sufocamentos, de limites cada vez mais rigorosos para a vida dos homens. Parece haver uma relação entre mudanças espaciais e mudanças nos códigos sociais e de gênero, à medida que o mesmo mundo que parece vir se encurtando para os homens, parece vir se alargando para as mulheres. Os homens se sentem cada vez mais presos e falam que as mulheres estão cava vez mais à solta. Os espaços que emergem com a sociedade urbana e industrial, espaços disciplinares, ao mesmo tempo em que aparecem nestes discursos como limitadores da vida dos homens, surgem como espaços de libertação das mulheres e de inversão perigosa das relações tradicionais de gênero. Numa sociedade que estaria se feminilizando, os homens estariam cada vez mais sem espaço. Abstract This paper concerns the historical and social changes the tradicional sugar mil society faced in the northeast of Brazil in the early 20th century, and the changes in the space perceptions expressed through a number of metaphors which occur both in memoirs or literary discourses used by the male group from the decadent elite. Those discourses speak about the curbing of the world to men, the suffocation feeling caused by stricter limits and places arising from an urban industrial society symbolized by the mills. These texts also refer to the shortening of male spaces related to a dangerous widening of female spaces. The same institutional and disciplinary spaces that mean imprisonment for men mean freedom to womem. These male discourses combine what is call ed a feminization society and consequent broadening of female boundaries and the reduction of spaces for the men who then face the limitions in their command and in their world.

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