
“AMERICANISMO E FORDISMO" DE GRAMSCI: A ADAPTAÇÃO DO TRABALHADOR AS NECESSIDADES DA INDÚSTRIA
Author(s) -
Mariana Pfeifer
Publication year - 2008
Publication title -
divers@!
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1983-8921
DOI - 10.5380/diver.v1i01.34007
Subject(s) - humanities , sociology , philosophy
O presente artigo resgata as principais elaborações de ramsci acerca do desenvolvimento de uma nova forma de rganização das bases materiais de produção e das relações sociais que foi denominado por ele como “Americanismo e Fordismo”. Ressaltam-se, especificamente, as questões político-ideológicas que contribuíram para a construção da hegemonia deste paradigma, por meio da utilização de mecanismos de coerção e consenso junto a classe trabalhadora. Aborda aspectos da formação social e estratégias utilizadas pelas elites para o adestramento e adaptações psicofísicas da força de trabalho a condições de trabalho específicas, de acordo com as necessidades da indústria da época. Dentre elas, destaca-se o apelo a uma nova ética sexual, desconstruindo a “animalidade” do ser humano pela valorização do puritanismo e da família monogâmica, assim como persuadindo parte da classe operária com “altos salários” para a construção de representantes e disseminadores da forma social correspondente do modelo industrial. Tendo em vista a necessidade da indústria moderna de generalizar o “novo tipo humano”, tais mecanismos de coerção e consensobuscam sedimentar normas e hábitos no ser humano que se enquadrem às exigências dos processos produtivos e a formas mais complexas de vida social e coletiva.