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INFLUÊNCIA DOS EVENTOS EXTREMOS ENOS E AMO ENTRE 2003-2014 NO CLIMA E REGIMES DE FOGO NA GRAN SABANA, PARQUE NACIONAL CANAIMA, GUIANA VENEZUELANA.
Author(s) -
Ruth Estefania Salazar-Gascón,
Cássia de Castro Martins Ferreira
Publication year - 2018
Publication title -
revista brasileira de climatologia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2237-8642
pISSN - 1980-055X
DOI - 10.5380/abclima.v22i0.46219
Subject(s) - humanities , philosophy
O objetivo do trabalho foi avaliar a frequência e severidade das queimadas que aconteceram na Gran sabana (GS) entre 2003 e 2014 em relação: aos eventos climáticos extremos como ENOS (El Niño-La Niña/Oscilação do Sul) e AMO(Oscilação Multidecadal do Atlântico-Tropical norte) e às dinâmicas da vegetação na GS. Foram usados dados de focos de queimadas, pluviosidade, anomalias nas Temperaturas da Superficie do Mar (TSM) no Océano Pacífico e Atlántico e Imagens de satélites. Estimaram-se: correlações de Pearson (r) entre:  às frequências de queimadas VS as anomalias nas TSM e pluviosidade VS anomalias nas TSM; Índice Normalizado de Queimadas (INQ); Índice de Vegetação por Diferencia Normalizado (NDVI); frequência e extensão de cicatrizes de queimadas; e mudanças na cobertura do solos. Obteve-se que: AMO+ afeta a ubiquação da ZCIT e altera a Célula de Hadley incrementando as precipitações na GS; anomalias El Niño (La Niña) alteram a Célula de Walker, inibindo (promovendo) a pluviosidade e incremento (diminuição) na extensão dos períodos de secas; La Niña e AMO+ quando atuam em sincronia geram grandes volumes de precipitação; El Niño e AMO+ quando acontecem em sincronia diminuem o efeito do El Niño; secas prolongadas contribuem em: degradação dos sistemas arbóreos, expansão dos sistemas herbáceos e no incremento da frequência de queimadas; AMO e/ou La Niña contribuem na expansão dos sistemas arbustivos, e em menor grau a recuperação dos sistemas arbóreos; as distribuições das cicatrizes de queimadas se encontram associadas às mudanças nos padrões culturais de subsistência das populacionais locais. Conclui-se que a severidade e frequências das queimadas na GS são um processo multifatorial e multiescalar que acontecem como produto da sincronia de fatores ecossistêmicos (vegetação), sociais (proximidade aos centros populacionais) e climáticos (ENOS e AMO).

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