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POTENCIAL DE USO DE CÂNHAMO INDUSTRIAL (Cannabis sativa L.), PARA A PRODUÇÃO DE CELULOSE FIBRA LONGA
Author(s) -
Henrique Silva Araújo Freire,
Marcelo Moreira da Costa,
Sérgio Paulo Dejato da Rocha,
Glêison Augusto dos Santos
Publication year - 2021
Language(s) - Portuguese
DOI - 10.53661/2763-686020210000003
Subject(s) - cannabis sativa , humanities , horticulture , physics , biology , art
A Cannabis sativa L. constitui-se de uma única espécie com altíssima variação intraespecífi ca, isso ocorre porque os espécimes do gênero não encontram nenhum impedimento a reprodução sexuada. São duas variedades de Cannabis spp., uma com maior propensão a produção de fi bras e outra para produção de metabólitos secundários (psicoativos). O cânhamo, produtor de fi bras, é uma commodity potencialmente lucrativa adequada a sistemas de produção sustentáveis. O interesse renovado por esta cultura tem aumentado em todo mundo. A atualização do conhecimento a respeito desse cultivo é importante para entender se é realmente sustentável, legal e uma alternativa economicamente compensadora. Por outro lado, a contribuição do melhoramento de plantas, as práticas agrofl orestais e as técnicas de processamento, podem ajudar a melhorar as características relevantes deste produto. O caule do cânhamo pode ser separado em dois componentes principais: os tecidos dispostos externamente ao câmbio vascular (composto por epiderme, córtex e fl oema) e os tecidos localizados internamente ao câmbio (xilema e medula). A produtividade do cânhamo em biomassa (base massa seca) varia consideravelmente na literatura, com valores que vão de 7 a 34 ton/ha/ ano, a percentagem de fi bras do fl oema primário (fonte das valiosas fi bras longas do cânhamo) é estável, fi cando em torno de 30%, do total dessa biomassa. Devido, principalmente as diferenças entre os genótipos, as práticas agronômicas, condições ambientais, e técnicas empregadas no processamento. O cânhamo industrial é uma cultura escalável que pode fornecer benefícios econômicos e ambientais signifi cativos. Entretanto, a verdadeira valorização do cânhamo industrial dependerá de inovações signifi cativas e do desenvolvimento de aplicações de alto valor. A colaboração do setor fl orestal, universidades e indústria é indispensável para o estabelecimento de um programa de cânhamo industrial robusto voltado às necessidades brasileiras. É critico o desenvolvimento de pesquisas tanto nas ciências agrárias, bem como na área de tecnologia de materiais. Buscando, desde cultivares mais produtivos e adaptados as condições locais, até o desenvolvimento de bioprodutos que permitam o escoamento dessa produção para o mercado global. A Universidade Federal de Viçosa (UFV) será um grande player no desenvolvimento dessas tecnologias em parceria com empresas fl orestais e agrícolas.

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