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Governamentalidade neoliberal, infâncias e educação: reflexões sobre a nova linguagem da aprendizagem
Author(s) -
Jenerton Arlan Schütz,
Maria Simone Vione Schwengber
Publication year - 2019
Publication title -
revista desenredo
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2236-5400
pISSN - 1808-656X
DOI - 10.5335/rdes.v15i2.8549
Subject(s) - humanities , sociology , philosophy
O presente artigo tematiza a arte da governamentalidade neoliberal e a relação intrínseca com o controle e regulação das populações infantis e seus efeitos no campo educacional. Nesse sentido, toma-se como ponto de partida a consideração de que o governo da infância adota por referência três condições: i) a questão do consumo-criança; ii) a questão da concorrência individual; iii) as intervenções educacionais cada vez mais precoces na infância e em sua educação escolarizada. Considera-se que estas condições adquirem uma linguagem específica no campo educacional, que denominamos de a nova linguagem da aprendizagem. Ademais, a nova linguagem da aprendizagem tem facilitado uma nova descrição do processo da educação escolar em termos de uma transação econômica, em que o aluno se torna um (potencial) consumidor, com necessidades e anseios que precisam ser satisfeitos – uma vez que passam a ser o centro do processo educativo. Nesse caso, o professor passa a ser apenas um provedor, um facilitador, um mediador, um orientador a serviço dos aprendentes (clientes). Esse modo de pensar engendra uma nova lógica que faz com que o próprio processo de educação se torne uma mercadoria, uma “coisa” que precisa ser fornecida ou entregue pelo professor e consumida pelo aprendente. Exatamente como exige a lógica neoliberal.

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