
PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO SOBRE O ENVELHECIMENTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
Author(s) -
Karina Silveira de Almeida Hammerschmidt,
Lisiane Capanema Silva Bonatelli,
Soraia Dornelles Schoeller,
Juliana Balbinot Reís Girondi,
Fernanda Rosa de Oliveira Pires,
Giordanyara Chagas e Silva,
Susanne Elero Betiolli
Publication year - 2020
Publication title -
revista brasileira de ciências do envelhecimento humano
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2317-6695
pISSN - 1679-7930
DOI - 10.5335/rbceh.v17i2.12038
Subject(s) - humanities , psychology , philosophy
Introdução: A evolução do processo de envelhecimento acelerado aflora a necessidade de considerar aspectos multidimensionais específicos para a avaliação da pessoa com deficiência. Objetivo: Apresentar a percepção dos profissionais da educação sobre o processo de envelhecimento da pessoa com deficiência intelectual. Método: Trata-se de pesquisa qualitativa, desenvolvida com 17 profissionais da educação, no período de maio a junho de 2020. Para coleta de dados foi utilizada entrevista gravadas e questionário estruturado, com uso da ferramenta eletrônica do Google Forms e Microsoft Teams. A análise dos dados foi realizada conforme Metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo, com ideias centrais e correspondentes expressões-chave, agrupadas conforme a sua semelhança. Resultados: Os resultados evidenciam que as ideias centrais: 1) Envelhecimento da pessoa com deficiência intelectual é esperado, porém precoce; 2) Compreensão do processo de envelhecimento da pessoa com deficiência intelectual; 3) Estereótipos, preconceitos e estigmas vinculados ao idoso com deficiência intelectual, destaca-se o discurso relacionado aos preconceitos da velhice e infantilização do idoso; 4) Comprometimento das funções cognitivas no envelhecimento com deficiência intelectual; 5) Limitações e incapacidades dos idosos com deficiência intelectual exigem cuidado e apoio; 6) Dificuldades na comunicação dos idosos com deficiência intelectual. Conclusão: Faz-se necessário dar ênfase à pessoa e não somente a sua deficiência, assim como priorizar a participação plena e efetiva na sociedade; aprofundar informações e conhecimentos para a promoção da dignidade humana; e qualificar as ações para os idosos com deficiência intelectual, com ênfase nos dados de percepção dos profissionais da educação.