QUEDAS EM NONAGENÁRIOS E CENTENÁRIOS DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19
Author(s) -
Gabriela Guimarães Oliveira,
Josemara de Paula Rocha,
Liziane Da Rosa Camargo,
Ângelo José Gonçalves Bós
Publication year - 2020
Publication title -
revista brasileira de ciências do envelhecimento humano
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2317-6695
pISSN - 1679-7930
DOI - 10.5335/rbceh.v17i2.12002
Subject(s) - humanities , covid-19 , medicine , philosophy , disease , infectious disease (medical specialty)
Introdução: Embora a estratégia restritiva seja fundamental para controlar a pandemia da COVID-19, ela pode causar diminuição da funcionalidade, que predispõe às quedas, principalmente em nonagenários e centenários. Objetivos: Observar a frequência de quedas em nonagenários e centenários durante o isolamento social. Métodos: Estudo observacional e transversal envolvendo nonagenários e centenários participantes do Projeto Atenção Multiprofissional ao Longevo (AMPAL). A avaliação foi feita por Smartphone entre abril e agosto/2020, incluindo características sociodemográficas e clínicas que incluiu o relato de queda nas últimas duas semanas, Prática de Atividade Física (PAF), Teste de Levantar e Sentar (TLS – não satisfatório <5 repetições em 15s), facilidade para levantar da cadeira e Escala de Depressão Geriátrica (GDS) de 5 pontos (alterado ≥2 pontos). Resultados: Entre os 59 participantes, 20% caíram nas últimas semanas. Frequência essa maior entre mulheres (22%, homens 14%), entre 95-99 anos (25%), que não moravam sozinhos (23%, contra 9%), com GDS alterado (33%, contra 15%), não praticavam atividade física (21%, contra 20%), referiram ser ±fácil ou difícil levantar-se da cadeira (22%) e TLS não satisfatório (23%). Nenhum participante que teve TSL satisfatório caiu (0%). Entre as pessoas que caíram 42% referiu que a frequência de queda piorou durante a pandemia da COVID-19. Conclusão: Durante o período de restrição social, a natureza multicausal das quedas pareceu se manter entre os nonagenários e centenários. Embora não significativo estatisticamente, diferenças na frequência de quedas foram observadas entre gênero, idade, morar com ou sem companhia, PAF, sintomas depressivos, função e força de membros inferiores.
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