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CARACTERÍSTICAS DOS NONAGENÁRIOS E CENTENÁRIOS QUE NÃO SAÍRAM DE CASA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19
Author(s) -
Francielle Bonett Aguirre,
Josemara de Paula Rocha,
Ana Paula Tiecker,
Vivian Ulrich,
Liziane a Da Ros Camargo,
Ângelo José Gonçalves Bós
Publication year - 2020
Publication title -
revista brasileira de ciências do envelhecimento humano
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2317-6695
pISSN - 1679-7930
DOI - 10.5335/rbceh.v17i2.11992
Subject(s) - covid-19 , humanities , art , medicine , virology , disease , pathology , outbreak , infectious disease (medical specialty)
Introdução: Nonagenários e centenários é a faixa etária mais suscetível a desenvolver formas graves da COVID-19. Por isso foram intensamente orientados a não sair de casa, alterando a rotina deles e de sua rede de apoio. Objetivo: Observar as características dos nonagenários e centenários que passaram a sair de casa com menor frequência durante a pandemia da COVID-19. Metodologia: Estudo transversal e analítico com nonagenários e centenários participantes do projeto Atenção Multiprofissional ao Longevo (AMPAL) avaliados por telefone usando um instrumento multidimensional. Avaliou-se características sociodemográficas e mudança na frequência que os participantes saem de casa. Resultados: Entre os 59 nonagenários e centenários entrevistados, 35 (59%) saiam de casa antes da COVID (71% mulheres, 20% moravam sozinhos e 42% eram entre 90-94 anos e entre 95-99 anos). Mantiveram-se saindo de casa na mesma frequência 10 entrevistados (28%), destes 50% eram homens, 30% moravam sozinhos e 60% tinham entre 95-99 anos. Antes da pandemia, 10,3% dos entrevistados realizavam as compras de seus alimentos, durante a COVID-19 apenas um entrevistado continuou a fazer compras, sendo este com diminuição da frequência que sai de casa. Conclusão: Boa parte dos entrevistados não saia de casa semanalmente antes da quarentena e o atual momento intensificou essa situação. O cenário contrapõe, de um lado, longevos que continuaram saindo, expondo-se ao risco de contrair a COVID-19 (principalmente homens, vivendo só e entre 95 e 99 anos), e de outro, a diminuição dessa atividade instrumental de vida diária importante para a manutenção funcional e da rede de apoio.

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