
ASSOCIAÇÃO IMOBILIDADE NA INTERNAÇÃO HOSPITALAR DE IDOSOS E MORTE: ESTUDO COM 3 ANOS DE SEGUIMENTO
Author(s) -
Liege Camargo Alves Kurrle,
Fernanda Barbisan,
Thamara Graziela Flores,
Neida Luiza K. Pellenz,
Ivana Beatrice Mânica da Cruz,
Melissa Agostini Lampert
Publication year - 2020
Publication title -
revista brasileira de ciências do envelhecimento humano
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2317-6695
pISSN - 1679-7930
DOI - 10.5335/rbceh.v17i2.11972
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução: A imobilidade durante internações hospitalares pode ter impacto no sistema musculoesquelético favorecendo outras doenças e a síndrome sarcopenica, bem como no sistema emocional dos idosos. Objetivo: Analisar a associação entre imobilidade intra-hospitalar e mortalidade em idosos após 3 anos de seguimento. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, longitudinal e descritivo. A coleta de dados inicial ocorreu no ano de 2015 - 2016 e o desfecho mortalidade foi analisado nos anos de 2017-2020. A amostra proveniente do Hospital Universitário de Santa Maria, composta inicialmente por 493 idosos, sendo que 165 foram excluídos por não apresentarem 2/3 dos dados necessários para o estudo ou à ausência de contato. Análise estatística via software SPSS versão 21.0, por análise univariada do teste de qui-quadrado ou exato de Fisher e a razão de chances (odds ratio) através da regressão logística (modelo Backword). Valores significantes foram considerados quando p valor <0,05. Resultado: Observou-se 4,6%(n=15) apresentavam imobilidade prévia a internação e que 43,0% (n=141) apresentavam imobilidade de causa hospitalar, destes 53,2%(n=75) eram do sexo masculino, com idade entre 60 e 69 anos(41,8%), a maior prevalência de imobilidade (31,9%) foi devido a fraturas. Observou-se associação entre as variáveis imobilidade de causa hospitalar e óbito no período de 3 anos após a internação(p=0,039). Conclusão: A associação entre imobilidade intra-hospitalar de idosos e mortalidade destes idosos após 3 anos de seguimento foi encontrada. Estes dados reforçam a necessidade de o paciente manter-se ativo, dentro de suas possibilidades, durante o período de internação.