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DETERMINANTES DA PREPARAÇÃO INDEPENDENTE DOS ALIMENTOS POR NONAGENÁRIOS E CENTENÁRIOS DURANTE A COVID-19: ESTUDO AMPAL
Author(s) -
Liziane Da Rosa Camargo,
Josemara de Paula Rocha,
Ângelo José Gonçalves Bós
Publication year - 2020
Publication title -
revista brasileira de ciências do envelhecimento humano
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2317-6695
pISSN - 1679-7930
DOI - 10.5335/rbceh.v17i2.11942
Subject(s) - humanities , covid-19 , medicine , art , disease , infectious disease (medical specialty)
Introdução: Preparação independente do alimento é parâmetro importante na avaliação funcional de nonagenários e centenários. O isolamento e a depressão podem desestimular o preparo durante a pandemia da COVID-19. Objetivo: Investigar a manutenção da preparação dos alimentos em nonagenários e centenários durante a COVID-19. Métodos: Estudo transversal e descritivo com nonagenários e centenários da coorte Atenção Multiprofissional ao Longevo (AMPAL), entrevistados entre abril e agosto/2020 por smartphone. Questionou-se quem preparou os alimentos, características sociodemográficas, sintomas depressivos (escala de depressão geriátrica), perda ponderal e desempenho cognitivo (memória imediata, temporal, espacial e evocação). Resultados: Participaram 58 nonagenários e centenários. O preparo das refeições foi realizado por familiares em 51,7%, não-familiares em 34,5% e participantes em 13,8%. Somente em 15% dos participantes houve modificação desse hábito durante a pandemia. Dos participantes que preparavam as refeições (8), 25% tinham sintomas depressivos, 87,5% eram mulheres, 50% morava sozinho, 62,5% viúvos, 62,5% idade entre 90-94 anos, 37,5% perdeu peso, 37,5% manteve e 25% aumentou; e 7 responderam sobre a cognição: 100% acertou todas as questões da memória imediata e espaciais, 85,7%, todas as temporais, e 57,1% todas da evocação. Conclusão: Poucos nonagenários e centenários prepararam a refeição durante a pandemia, essa função foi realizada principalmente por familiares e não-familiares. Dos participantes que preparam a sua comida, metade morava sozinha, tinham entre 90-94 anos, maioria mulheres e viúvas, com número expressivo de perda de peso, apesar de parte manter ou ganhar peso. Uma parcela desses idosos têm sintomas depressivos, entretanto, maioria apresentou a memória preservada.

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