
DESEMPENHO FUNCIONAL MELHOR INDICADOR DE MORTALIDADE DO QUE AUTOPERCEPÇÃO DE SAÚDE EM NONAGENÁRIOS E CENTENÁRIOS
Author(s) -
Vivian Ulrich,
Victória Albino Araujo,
Aline Mendes da Rosa,
Ângelo José Gonçalves Bós
Publication year - 2020
Publication title -
revista brasileira de ciências do envelhecimento humano
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2317-6695
pISSN - 1679-7930
DOI - 10.5335/rbceh.v17i2.11916
Subject(s) - medicine
Introdução: Pouco é estudado sobre a mortalidade e qualidade de vida de nonagenários e centenários. A qualidade de vida pode ser medida pela autopercepção de saúde ou pela capacidade de realizar atividades de vida diária (funcionalidade). Objetivos: O presente estudo se propõe a avaliar a importância da funcionalidade e da autopercepção de saúde como indicadores de sobrevida em nonagenários e centenários. Métodos: Participaram 223 nonagenários e centenários avaliados em 2016 e acompanhados até setembro de 2019. A funcionalidade subjetiva foi medida pela facilidade ou incapacidade em realizar 12 atividades (funcionais e básicas) de vida diária. O desempenho funcional objetivo foi medido pelo teste timed-up-and-go (TUG). Resultados: A percentagem de participantes com autopercepção de saúde “mal/péssima” foi maior entre os falecidos, embora não significativamente associada à sobrevida (p=0,1432). Foram significativamente associados à sobrevida o melhor desempenho nas atividades funcionais (p<0,001), básicas (p<0,001) e TUG (p<0,001). Somente as atividades básicas perderam a significância na análise ajustada, indicando que o desempenho em atividades funcionais é mais importante na predição de sobrevida. Na análise ajustada ter menos de 95 anos de idade também deixou de ser significativo e sexo passou a ter nível indicativo de significância estatística (p=0,0660). Conclusões: Portanto, nonagenários e centenários terão sobrevida semelhante se tiverem o mesmo nível de funcionalidade, tanto subjetiva quanto objetiva, e a autopercepção de saúde não foi um indicador significativo. Homens, nonagenários e centenários, são mais vulneráveis a perdas funcionais do que as mulheres.