
Abordagem do Hipertireoidismo em Idosos – Importância Clínica
Author(s) -
Káritta Horrana Figueiredo de Jesus,
Izabela Fernanda da Silva,
Ana Luiza Dias Moreira,
Fernanda Silveira Tavares
Publication year - 2019
Publication title -
revista brasileira de ciências do envelhecimento humano
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2317-6695
pISSN - 1679-7930
DOI - 10.5335/rbceh.v16i1.10308
Subject(s) - humanities , philosophy , physics , gynecology , medicine
A prevalência do hipertireoidismo na população idosa varia entre 0,7 a 3%, sendo maiscomum em mulheres (ROSÁRIO et al, 2013). As causas são diversas e relacionam-se, na maioria das vezes, a doenças autoimunes, mutações ou uso de medicamentos, resultando em proliferação celular e produção exagerada de T3 e T4, hormônios produzidos pela tireoide (ROSÁRIO et al, 2013; GUTH et al, 2009). Na população idosa os sintomas são menos proeminentes,o que pode dificultar o diagnóstico (MANDEL, 2004).ObjetivoRevisar a importância do hipertireoidismo em idosos e as formas de tratamento.MetodologiaPesquisa nas bases de dados Scielo, Lilacs e Pubmed, em artigos publicados de 2014 a2018 em inglês e português.
ResultadosExistem inúmeras mudanças na função tireoidiana que surgem com o envelhecimento oque podem favorecer o aparecimento do hipertireoidismo. A abordagem terapêutica é individualizada e dependerá da idade, tamanho dos nódulos e gravidade dos sintomas clínicos, sendoo objetivo principal a correção da tireotoxicose (MORENO et al, 1996). As opções incluem dosede iodo radioativo, drogas antitireoidianas, cirurgia ou injeção percutânea de etanol quandonódulos estão presentes (CRUZ et al, 2015). A escolha envolve também disponibilidade localdos métodos e preferência do paciente (HAUGEN et al, 2015). Embora não haja indicação derastreio universal em idosos, a função tireoidiana deve ser avaliada periodicamente mesmonaqueles pouco sintomáticos, especialmente quando houver uso de medicamentos que atrapalhem a função tireoidiana (HAUGEN et al, 2015). Isso se faz justificável pela prevalênciada doença e maior risco de complicações cardiovasculares nessa faixa etária (HAUGEN et al,2015).ConclusãoA abordagem da doença nodular tóxica da tireoide é individualizada. Por um caminho oupor outro, o mais importante é tratar a tireotoxicose. O diagnóstico na população idosa podeser dificultado pela presença de sintomas frustros. Mas é nessa população que as complicaçõescardiovasculares são mais comuns, especialmente arritmias, justificando a avaliação periódicada função tireoidiana.