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Extrusão anal de cateter de derivação ventriculoperitoneal - relato de 2 casos e revisão do manejo
Author(s) -
Renato Carvalho Santos,
Kalínio de Kássio O. Monteiro,
Virgílio Vilá Moura,
Ronan Ar Anchieta,
Lucas Nogueira Caixeta,
Atahualpa Cauê Paim Strapasson
Publication year - 2021
Publication title -
coorte/revista coorte
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2358-3622
pISSN - 2178-0544
DOI - 10.52908/coorte.v0i12.190
Subject(s) - medicine , gynecology
INTRODUÇÃO: A derivação ventriculoperitoneal (DVP) ainda consiste no tratamento para hidrocefalia mais utilizado nos tempos modernos. Kausch em 1905 foi o responsável por introduzir esse sítio como possibilidade de derivação liquórica. Apresentamos dois casos de uma complicação rara de derivação ventrículo-peritoneal que é a extrusão anal com incidência estimada entre 0,1 a 0,7% dos casos e apresentaremos uma revisão da literatura sobre as possibilidades de abordagem dos mesmos. CASO CLÍNICO 1: Paciente feminina, 7 anos de idade, apresentou dois dias após a colocação da DVE quadro de constipação, sendo que após uso de procinéticos apresentou fezes endurecidas e extrusão do cateter distal juntamente com a válvula e o cateter ventricular. CASO CLÍNICO 2: Paciente feminina, 6 anos de idade, possuía diagnóstico pós-natal de hidroanencefalia, o pai notou a presença de exteriorização de cateter pelo ânus da paciente e procurou atendimento em serviço de urgência. Foi submetida a retirada do sistema de DVP com excisão do cateter proximal e retirada cautelosa do cateter distal extruso através do ânus sem intercorrências. A paciente apresentou deterioração clínica importante com irritabilidade e sinais de sepse. Evoluiu com choque séptico refratário e óbito após cerca de 2 meses de internação. DISCUSSÃO: Perfurações de vísceras abdominais como intestino, estômago e bexiga pelo cateter de derivação distal já foram reportados em literatura, contudo sua frequência real não é totalmente estabelecida. estima-se que a incidência da perfuração intestinal varie entre 0,1 - 0,7% com uma mortalidade chegando a 15%. Apesar da perfuração intestinal, menos de 25% dos casos apresentavam-se com sinais de peritonite, já outros 43% possuíam quadro clínico de meningite. Em nossa opinião, procedimentos invasivos para correção das perfurações intestinais pelo cateter devem ser restringidos para casos de claro abdome agudo e a conduta mais adequada deve ser a completa remoção do shunt e a derivação ventricular externa com antibioticoterapia de amplo espectro.

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