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A COMPAIXÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA: UM DIAGNÓSTICO DO PRESENTE À LUZ DE FOUCAULT E NIETZSCHE
Author(s) -
Vilmar Prata
Publication year - 2021
Publication title -
cadernos cajuína
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2448-0916
DOI - 10.52641/cadcaj.v6i1.470
Subject(s) - humanities , philosophy
Em tempos de crise, e agora, em tempos de pandemia, a melhor solução seria a compaixão? O objetivo dessa reflexão é lançar um olhar à luz de Foucault e Nietzsche para a compaixão, não como meio de controle ou o fim de determinada crise, mas um olhar sobre as transformações sociais e pessoais que ela provoca e que vão além dos lugares e corpos. Foucault nos lembra que desde os gregos, a soberania de si acontece na medida em que o sujeito lança um olhar para a própria vida, num gesto de autoconhecimento. Porém, ele não nos deixa esquecer que não podemos ignorar o outro, pois a vida voltada a si e movida pela sabedoria nos remete à relação com o outro. Portanto, voltar-se para o outro faz parte do movimento de ser soberano de si, que é em vias de regra, estar para o outro, atento às suas necessidades enquanto sujeito que traz em si os questionamentos sobre a vida que também existem em nós. E nessa realidade nos deparamos com o desdobramento do pensamento de Nietzsche que, em contrapartida, vê a compaixão ao longo de sua obra, como um gesto egoísta, que visa tão somente o próprio gozo, a partir de uma postura soberana em relação ao outro, dissimulando a própria impotência diante de sua condição humana e inacabada. Dessa maneira, como poderíamos compreender a compaixão a partir de Foucault e Nietzsche, para um possível diagnóstico do nosso presente?

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