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O Princípio Responsabilidade e a engenharia genética
Author(s) -
Marijane Vieira Lisboa
Publication year - 2017
Publication title -
cadernos cajuína
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2448-0916
DOI - 10.52641/cadcaj.v2i1.128
Subject(s) - humanities , span (engineering) , political science , biology , philosophy , engineering , civil engineering
À época em que Hans Jonas desenvolveu sua reflexão sobre a Ética necessária a uma  era tecnológica, as plantas transgênicas ainda não eram uma realidade. Pouco tempo depois da  sua morte, no entanto, já se plantavam soja, milho, canola e algodão transgênicos em todos os  continentes, alimentos que daí em diante farão parte da dieta global, animal e humana. Embora  promovida e defendida pelas grandes corporações internacionais de biotecnologia e pelos países  líderes no terreno da inovação tecnológica e patenteamento, cientistas, filósofos e segmentos da  sociedade civil em todo o mundo manifestaram fortes restrições à liberação de plantas  transgênicas no meio ambiente e na alimentação humana e animal. Além de desnecessária, a  engenharia genética é uma tecnologia demasiadamente nova cujos efeitos colaterais são  imprevisíveis e caso negativos, irreversíveis, tanto no que se refira à agrobiodiversidade, quanto à  saúde humana e animal. Por isso, ainda que Hans Jonas não tenha tido a oportunidade de refletir  especificamente sobre essa tecnologia, deveríamos recorrer ao seu Princípio Responsabilidade  como fundamento ético do Princípio da Precaução, uma vez que se trata de preservar as  condições necessárias à continuidade da espécie no planeta.

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