
Mortalidade infantil entre indígenas no estado do Pará
Author(s) -
Monique Lameira Araújo Lima Lima,
Lucas Moraes Rêgo,
Perla Katheleen Valente Corrêa,
Lidiane de Nazaré Mota Trindade,
Ivaneide Leal Ataíde Rodrigues,
Laura Maria Vidal Nogueira
Publication year - 2020
Publication title -
revista eletrônica de enfermagem
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1518-1944
DOI - 10.5216/ree.v22.61719
Subject(s) - medicine , gynecology
Objetivo: Analisar o perfil de mortalidade infantil indígena. Método: Estudo epidemiológico, transversal realizado com 254 óbitos em crianças indígenas menores de um ano, notificadas ao Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena, no estado do Pará, no período de 2013 a 2018. Resultados: Identificou-se proporção maior de óbitos em crianças do sexo masculino (53,9%; n=137), nas etnias Kaiapó (38,2%; n=97), Munduruku (27,6%; n=70) e Xicrim (13,8%; n=35). Os óbitos ocorreram nos hospitais (53,9%; n=137), e nos domicílios (24%; n=61), e as principais causas foram: as afecções perinatais (27,2%; n=69); as doenças do aparelho respiratório (18,9%; n=48), doenças infecciosas e parasitárias (15,7%; n=40). Conclusão: A mortalidade infantil indígena é mais elevada em algumas etnias, o que favorece ações de enfrentamento naquelas mais acometidas. É necessário a valorização da cultura indígena e o reconhecimento dos problemas socioeconômicos a serem contemplados num plano de ação para redução desse indicador.