
Consciência e fenômenos mentais inconscientes: as visões de David Armstrong e John Searle
Author(s) -
Tárik de Athayde Prata
Publication year - 2020
Publication title -
filósofos/revista philósophos
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1982-2928
pISSN - 1414-2236
DOI - 10.5216/phi.v25i1.49694
Subject(s) - philosophy , humanities , unconscious mind , epistemology
O artigo examina as concepções de consciência, bem como as concepções de fenômenos mentais inconscientes, de David Armstrong e John Searle. Enquanto Armstrong entende a consciência como decorrente de uma percepção de segunda ordem, de modo que um fenômeno inconsciente é apenas um fenômeno mental que não é percebido, Searle entende a consciência como um estado global, o que torna sua visão do inconsciente mais complicada. Estados mentais inconscientes não passam de padrões de atividade neuronal, padrões que são capazes de causar estados mentais conscientes nas circunstâncias adequadas. Porém, enquanto a teoria de Armstrong é perfeitamente coerente, a visão de Searle se mostra inconsistente, pois a eficácia causal que ele atribui aos fenômenos inconscientes é incompatível com o papel fundamental que ele atribui à consciência no domínio dos fenômenos mentais.