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REFLEXOS (D)E ALTERIDADE EM “MINEIRINHO”: CLARICE LISPECTOR E MAURITS CORNEILS ESCHER
Author(s) -
Monelise Vilela Pando
Publication year - 2020
Publication title -
linguagem
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2358-1042
pISSN - 1519-6240
DOI - 10.5216/lep.v23i2.61017
Subject(s) - art , humanities
São incontáveis os estudos acerca da obra clariceana, e dentre eles, muitos se dedicam a perquirir relações entre literatura e pintura. Nesse sentido, tencionamos realizar um percurso de pesquisa que demonstre o quanto as metáforas visuais do artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972), podem construir paralelos capazes de iluminar a leitura dos procedimentos narrativos dispostos por Clarice Lispector (1920-1977), em “Mineirinho” (1964), uma vez que há muitas entradas e desdobramentos possíveis para a leitura do texto clariceano. O presente trabalho investiga questões como a paradoxal disposição das alteridades determinadas pelo narrador ao julgar Mineirinho, a realização de procedimentos narrativos especulares, e uma espécie de conflito dramático que quer parecer não ter fim ou solução. Para tanto, nos valemos de leituras da fortuna crítica de Clarice Lispector, pensando o conceito de homologias estruturais[1] de maneira que se verifique como são elaborados determinados efeitos artísticos em cada uma das linguagens desses diferentes sistemas semióticos: literatura e pintura.

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