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Viagem Emocional e Agir Geopoético: as Memorias da Água, da Prática Individual a Novos Imaginários Urbanos
Author(s) -
Francesco Vallerani
Publication year - 2017
Publication title -
revista movimentos sociais e dinâmicas espaciais
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2238-8052
DOI - 10.51359/2238-8052.2017.229937
Subject(s) - humanities , art
O objetivo desta breve análise é discutir do ponto de vista da percepção subjetiva o complexo tema do habitar conscientemente. Habitar os lugares é uma prática espontânea, da qual normalmente não temos consciência; nós não dedicamos suficiente atenção aos lugares, porque frequentemente não conseguimos escapar do fluxo acrítico dos acontecimentos. Atualmente é inegável que exista uma relação íntima entre o urbanismo medíocre e o desprezo pela memória, com a anulação imediata do significado profundo dos lugares. Disso resulta que a realidade geográfica mais profunda poderá ser conhecida somente com a adoção de uma atitude consciente da empatia e da contemplação, recuperando estratégias de exploração caracterizadas pelo ritmo lento, capaz de retornar à viagem emocional. Os elementos da hidrografia superficial desempenham um papel importante nas topografias emocionais da vida quotidiana. Apesar da inquietante degradação do meio ambiente ao longo dos numerosos segmentos fluviais, é ainda possível organizar uma reabilitação fisionômica e funcional geral dos corredores fluviais adotando as estratégias mais testadas com as imagens ambientais da pós-modernidade. Cada pequeno rio ou canal faz parte de um sistema regional de escoamento superficial e como tal tem o poder simbólico de recordar a uma comunidade a importância de se considerar a construção da paisagem, na realidade de todo o tipo de paisagem, como um ato de responsabilidade e de respeito pelas gerações futuras.

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